Convite


" A Igreja convida-nos a aprender de Maria (...) a contemplar o projecto de amor do pai pela humanidade, para amá-la como Ele a ama."



Mensagem Bento XVI, Dia Mundial das Missões 2010
















sábado, 31 de dezembro de 2022

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Salve Nobre Padroeira

Rede Mundial de Oração do Papa - Portugal Enaltecendo a Virgem Maria, esta Solenidade leva-nos a exaltar a obra da Redenção ao apresentar-nos Aquela que foi a primeira a beneficiar dos seus frutos, tornando-se a imagem e o modelo segundo o qual Deus quer refazer o rosto da Humanidade. Assim como na aurora se projeta a luz do sol, assim em Maria Imaculada se reflete o poder do Salvador que está para vir. Maria, mãe de Jesus, é também mãe de todos os redimidos, de todos aqueles que Seu Filho reconduzirá à união com Deus.

domingo, 6 de novembro de 2022

05 de Novembro de 2022 Homilia na Missa exequial de D. Daniel Batalha Henriques
Aprendamos com D. Daniel a viver em ação de graças Irmãos caríssimos, entre todas as imagens que a tradição bíblica nos oferece, para entrevermos o rosto de Deus, a mais expressiva será precisamente a do Bom Pastor, que cuida do seu povo e de cada um dos seus crentes. Imagem que ganha total evidência na pessoa de Cristo, manifestada no Evangelho que ouvimos e com as caraterísticas que tem. Bom Pastor que conhece as suas ovelhas, todas e cada uma, que cuida especialmente das mais frágeis e vai buscar a que se perde, chegando ao ponto absoluto de por elas dar a própria vida. A experiência cristã só acontece quando O sentimos assim em relação a nós, daí brotando confiança e ação de graças. Brota também algo mais, ou seja, que sejamos propriamente dos seus, quando com Ele nos tornamos também pastores para os outros, com idêntico cuidado e sentimento. Di-lo claramente Cristo, em frases como estas, que conhecemos bem: «Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que vos mando … O que vos mando é que vos ameis uns aos outros … Amai-vos como Eu vos amei». Neste momento em que agradecemos a Deus a vida e ministério de D. Daniel, tudo isto se torna ainda mais evidente, por ter sido maravilhosamente demonstrado em muito do que disse e do que fez. É por ter participado tanto e tão bem do Espírito de Cristo, que agora o sentimos presente e com ele continuaremos a contar no futuro. Porque a caridade – e a caridade pastoral, no seu caso – nunca acabará. Poderia continuar assim, e muito mais haveria a dizer, partindo das Leituras que ouvimos e evocando a vida deste grande cristão que tivemos a graça de conhecer tão de perto. Acontece, porém, que ontem mesmo tive acesso a alguns escritos seus, que me deixou para ler após a sua morte. São de tal riqueza espiritual, de tanta verdade cristã por ele vivida, que não posso deixar de os partilhar convosco nesta homilia, que passa a ser propriamente sua. Assim nos resume a sua vida em “O meu testamento”, texto que foi escrevendo de setembro de 2019 à Quaresma de 2020: «Do nada que sou, desta poeira ínfima na imensidão do tempo e do espaço, ouso elevar a Deus Pai todo o meu louvor e a minha adoração. […] Olho com profunda gratidão para aquele dia 6 de maio de 1966 em que, levado nos braços de meus queridos pais, fui iluminado pela graça batismal. […] Como um agricultor dedicado e providente, cuidastes desta semente através dos meus pais, destes-me catequistas que ajudaram a maturar a fé e o amor à Igreja, preparando-me para aquele dia maravilhoso em que vos recebi na minha primeira comunhão e onde pude exclamar com Santa Teresinha do Menino Jesus “Ah! Como foi doce o primeiro beijo de Jesus à minha alma!”. Agradeço-Vos a paciência nas minhas resistências à fé no tempo da adolescência e o modo como logo me envolvestes, de forma apaixonada, na Vossa Santa Igreja, através do grupo de jovens que integrei e da catequese que, ainda com quinze anos, comecei a dar a crianças pequeninas, no coro alto da capela de Ribamar. Louvo-Vos, Senhor, pelo dom dos sacerdotes na minha vida, pelos seus rostos e vidas concretas onde senti a Vossa presença carinhosa e solícita. […] Eu Vos louvo, Senhor, pela bênção incomensurável que foram os seminários que frequentei ao longo dos oito anos da minha juventude. O de São Paulo, em Almada (1982-1986) e o de Cristo-Rei, nos Olivais (1986-1990). Agradeço-vos os sacerdotes das suas equipas formadoras, que tanto me ajudaram a crescer como pessoa e como cristão, bem como a discernir os sinais vocacionais que me íeis enviando. […] Agradeço-Vos, Senhor, terdes-me chamado a uma mais íntima união convosco através do sacramento da Ordem. Ainda hoje me confunde ver como escolhestes um pobre jovem de apenas 24 anos para uma missão tão grandiosa: ser presença na terra do Vosso Coração ardente de amor e disposto a oferecer-se em oblação para que todos “tenhamos vida e a tenhamos em abundância”. […] Olho cheio de comoção e gratidão para estas três décadas de vida sacerdotal. Para as primícias, os sete anos em que integrei a equipa formadora do seminário de Almada. Em cada seminarista, um mistério de amor e de cuidado pelo vosso Povo, que me confiastes para ajudar a crescer e a amar-Vos sempre mais, na Vossa Igreja. Os vinte e um anos como pároco em Famões e Ramada, em Algés e Cruz Quebrada e em Torres Vedras e Matacães. Como Vos amei e fui amado, no meio e por meio do Vosso Povo Santo! Que dons incontáveis me concedestes! Como me fizestes crescer, também nas provações e nas incertezas!» Finalmente, sobre o episcopado, como lhe surgiu e como o cumpriu: «E então, Senhor, fizestes-me chegar àquele dia dois de outubro de 2018, quando o Senhor Patriarca D. Manuel Clemente me deu a conhecer que, através do Santo Padre, me chamáveis ao episcopado. Confesso-Vos, Senhor, que demorou tempo a ter sobre tal um olhar verdadeiramente cristão. Uma profunda insegurança, medo, confusão e resistência interior, foram os primeiros sentimentos, demasiadamente humanos, que me assaltaram. Da minha doce e tranquila condição de pároco seria arrebatado para o mar encapelado de um futuro que verdadeiramente me apavorava. […] Mas depois, Senhor, a Vossa Graça me trouxe ao caminho certo, aos Vossos caminhos, não os meus. Lembrei-me como, desde o dia da ordenação sacerdotal, a nada me tinha negado de quanto a Igreja me pedira na pessoa do meu bispo, nada tinha escolhido e nada tinha preferido, Este “sim” constante, estou absolutamente certo, é obra Vossa e não fruto da minha carne e do meu sangue». Um episcopado muito marcado pela doença que surgiu. Pela doença que viveu numa atitude inteiramente pascal. Oiçamos o que escreveu na Quaresma deste ano de 2022: «A Vós, Senhor, o meu canto de louvor. A Vós, toda a honra e toda a glória. Por puro dom da vossa liberalidade, destes-me a graça de ainda poder cantar os Vossos louvores nesta terra do meu peregrinar, mais de dois anos e meio depois de me saber doente de um cancro colonorretal particularmente agressivo. […] Muitos me falam em pedir um milagre, o milagre da minha cura. Mas para mim, Senhor, este milagre já se realizou. Melhor, é um milagre em progresso, que se renova com o passar dos dias e dos meses. […] Depois de alguns dias vividos em alguma perplexidade, logo a tempestade se acalmou e me fizestes navegar em águas tranquilas. […] Fizestes-me compreender que esta doença é uma nova missão que me convidais a abraçar, uma missão específica dentro do chamamento ao episcopado. Também isto me trouxe grande paz, Senhor: não encarar esta doença como uma limitação no ministério episcopal, mas antes uma forma de exercer o episcopado a que Vós, nos Vossos insondáveis desígnios, agora me chamais […]: a proximidade com quem mais sofre, o testemunho e confiança na adversidade, a experiência da alegria inefável que nasce da Esperança cristã, a certeza Pascal da vitória da Vida sobre a morte, a fecundidade da doença tornada dom salvífico, quando me uno a Vós. Tudo isto, vivido na carne macerada pela doença, para que se “complete na minha carne o que falta à Paixão de Cristo” (Col 1, 24)». Concordemos, irmãos e irmãs, que quem vive e fala assim, já conhece tudo o que Deus nos oferece em Cristo, seja a nossa vida o que for e como for. Por isso mesmo, a fecundidade do ministério do nosso querido D. Daniel foi tão grande. E assim continua a ser, irradiando a Páscoa de Cristo. - Aprendamos com D. Daniel a viver em ação de graças. Por nós e por todos, por nós e para todos! Sé de Lisboa, 5 de novembro de 2022 + Manuel, Cardeal-Patriarca

sábado, 5 de novembro de 2022

Partiu um amigo de juventude, com quem partilhei muitos momentos marcantes das nossas vidas e da vida da Igreja... "Vinde, Benditos de Meu Pai, recebei em herança o Reino..." «Partiu em paz, como em paz viveu toda a sua doença e sobretudo estas últimas semanas de hospitalização.» 𝘋. 𝘔𝘢𝘯𝘶𝘦𝘭 𝘊𝘭𝘦𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 Partiu em paz, viveu em paz... foi "homem do silêncio e da escuta"! E agora, como Santa Teresinha, há-de passar o Céu a fazer bem à terra, pois leva-nos a todos no seu coração de Pastor! Obrigada!
O Sr. D. Daniel foi diretor do Serviço de Animação Missionária do Patriarcado de Lisboa e depois, como Bispo auxiliar, foi o responsável pelo acompanhamento deste serviço da nossa Diocese. Com ele fizemos caminho nos últimos anos e estamos muito gratos por tudo o que vivemos e sonhámos em conjunto. Da homilia do Sr. Patriarca na Missa das Exéquias do Sr. D. Daniel, a 5 de novembro de 2022, citando um texto escrito pelo próprio e intitulado O meu testamento: “A Vós, Senhor, todo o louvor |…| Fizestes-me compreender que esta doença é uma nova missão, que me convidais a abraçar, uma missão específica, dentro do chamamento ao episcopado. Também isto me trouxe grande paz Senhor, não encarar esta doença como uma limitação ao ministério episcopal, mas antes uma forma de exercer o episcopado, a que Vós, e os Vossos insondáveis desígnios, agora me chamais: a proximidade com quem mais sofre, o testemunho e confiança na adversidade, a experiência da alegria inefável que nasce da esperança cristã, a certeza pascal da vitória da vida sobre a morte, a fecundidade da doença, tornada dom salvífico, quando me uno a Vós. Tudo isto, vivido na carne macerada pela doença, para que “se complete na minha carne, o que falta à paixão de Cristo.” MAGNÍFICO! Este é, verdadeiramente, o sentido do sofrimento e da morte para um cristão! Contámos com ele até agora e continuaremos a contar no futuro, pois ele foi e é missão!

terça-feira, 20 de setembro de 2022

quarta-feira, 27 de abril de 2022

17.º Aniversário da LIAM - Mafra 15 de abril de 2005 é a data oficial do nascimento do núcleo da LIAM de Mafra e indica que a paróquia sabia que a dimensão missionária é essencial na vida da Igreja. Esta caminhada de 17 anos mostra-nos que os desafios são muitos e que, o principal, é conseguirmos estar atentos aos sinais dos tempos, onde o Espírito Santo se manifesta, e aí, sermos rosto de Cristo ressuscitado e vivermos em permanente estado de missão. Este aniversário, em 6ª Feira Santa, é dom! Dom do Amor que assume a plenitude da sua doação na Cruz, quando se entrega por todos e nos entrega a sua Mãe! Este aniversário, em 6ª Feira Santa, é desafio, pois convida-nos a um despojamento total (de preconceitos e velhos formatos de viver a fé); convida-nos à abertura de coração e de espírito, para sermos Igreja em saída, para partirmos continuamente (em cada dia e em cada momento), pelas ruas desta velha Europa, da nossa terra, das nossas realidades e estruturas, e vivermos a certeza de que “o Ressuscitado veio e continuará a vir como um estrangeiro desconhecido” (1) com quem nos cruzamos nos lugares mais improváveis e, se não estivermos atentos, corremos o risco de não O ver e perderemos a oportunidade de tocar as suas chagas, pois Ele “identifica-se com os feridos e os sofredores”. (2) Alegrem-se connosco, por esta vocação missionária, que o batismo nos confere, e de que um grupo missionário é sinal numa paróquia. Oxalá, juntos, sejamos Igreja em saída, que vive alegremente a Missão do ressuscitado e tem o sonho missionário de chegar a todos! Se quiserem oferecer-nos um presente, juntem-se a nós e sejam “presente” para os nossos dias, cumprindo o mandato missionário de Jesus: “Ide e anunciai a todos os povos…!” (1) e (2 )– Tomás Halik, in O Tempo das Igrejas Vazias

sexta-feira, 15 de abril de 2022

sexta-feira, 25 de março de 2022

Acto de Consagração ao Imaculado Coração de Maria Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, recorremos a Vós nesta hora de tribulação. Vós sois Mãe, amais-nos e conheceis-nos: de quanto temos no coração, nada Vos é oculto. Mãe de misericórdia, muitas vezes experimentamos a vossa ternura providente, a vossa presença que faz voltar a paz, porque sempre nos guiais para Jesus, Príncipe da paz. Mas perdemos o caminho da paz. Esquecemos a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais. Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamo-nos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo. Preferimos ignorar Deus, conviver com as nossas falsidades, alimentar a agressividade, suprimir vidas e acumular armas, esquecendo-nos que somos guardiões do nosso próximo e da própria casa comum. Dilaceramos com a guerra o jardim da Terra, ferimos com o pecado o coração do nosso Pai, que nos quer irmãos e irmãs. Tornamo-nos indiferentes a todos e a tudo, exceto a nós mesmos. E, com vergonha, dizemos: perdoai-nos, Senhor! Na miséria do pecado, das nossas fadigas e fragilidades, no mistério de iniquidade do mal e da guerra, Vós, Mãe Santa, lembrai-nos que Deus não nos abandona, mas continua a olhar-nos com amor, desejoso de nos perdoar e levantar novamente. Foi Ele que Vos deu a nós e colocou no vosso Imaculado Coração um refúgio para a Igreja e para a humanidade. Por bondade divina, estais connosco e conduzis-nos com ternura mesmo nos transes mais apertados da história. Por isso recorremos a Vós, batemos à porta do vosso Coração, nós os vossos queridos filhos que não Vos cansais de visitar em todo o tempo e convidar à conversão. Nesta hora escura, vinde socorrer-nos e consolar-nos. Repeti a cada um de nós: «Não estou porventura aqui Eu, que sou tua mãe?» Vós sabeis como desfazer os emaranhados do nosso coração e desatar os nós do nosso tempo. Repomos a nossa confiança em Vós. Temos a certeza de que Vós, especialmente no momento da prova, não desprezais as nossas súplicas e vindes em nosso auxílio. Assim fizestes em Caná da Galileia, quando apressastes a hora da intervenção de Jesus e introduzistes no mundo o seu primeiro sinal. Quando a festa se mudara em tristeza, dissestes-Lhe: «Não têm vinho!» (Jo 2, 3). Ó Mãe, repeti-o mais uma vez a Deus, porque hoje esgotamos o vinho da esperança, desvaneceu-se a alegria, diluiu-se a fraternidade. Perdemos a humanidade, malbaratamos a paz. Tornamo-nos capazes de toda a violência e destruição. Temos necessidade urgente da vossa intervenção materna. Por isso acolhei, ó Mãe, esta nossa súplica: Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra; Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação; Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus; Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão; Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear; Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar; Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade; Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo. O vosso pranto, ó Mãe, comova os nossos corações endurecidos. As lágrimas, que por nós derramastes, façam reflorescer este vale que o nosso ódio secou. E, enquanto o rumor das armas não se cala, que a vossa oração nos predisponha para a paz. As vossas mãos maternas acariciem quantos sofrem e fogem sob o peso das bombas. O vosso abraço materno console quantos são obrigados a deixar as suas casas e o seu país. Que o vosso doloroso Coração nos mova à compaixão e estimule a abrir as portas e cuidar da humanidade ferida e descartada. Santa Mãe de Deus, enquanto estáveis ao pé da cruz, Jesus, ao ver o discípulo junto de Vós, disse-Vos: «Eis o teu filho!» (Jo 19, 26). Assim Vos confiou cada um de nós. Depois disse ao discípulo, a cada um de nós: «Eis a tua mãe!» (19, 27). Mãe, agora queremos acolher-Vos na nossa vida e na nossa história. Nesta hora, a humanidade, exausta e transtornada, está ao pé da cruz convosco. E tem necessidade de se confiar a Vós, de se consagrar a Cristo por vosso intermédio. O povo ucraniano e o povo russo, que Vos veneram com amor, recorrem a Vós, enquanto o vosso Coração palpita por eles e por todos os povos ceifados pela guerra, a fome, a injustiça e a miséria. Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia. Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo. Por vosso intermédio, derrame-se sobre a Terra a Misericórdia divina e o doce palpitar da paz volte a marcar as nossas jornadas. Mulher do sim, sobre Quem desceu o Espírito Santo, trazei de volta ao nosso meio a harmonia de Deus. Dessedentai a aridez do nosso coração, Vós que «sois fonte viva de esperança». Tecestes a humanidade para Jesus, fazei de nós artesãos de comunhão. Caminhastes pelas nossas estradas, guiai-nos pelas sendas da paz. Amen. Celebração Penitencial (Basílica de São Pedro, 25 de março de 2022)

Consagração da Rússia e Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria

Solenidade da Anunciação do Senhor - "FAÇA-SE em mim segundo a tua palavra!"

quarta-feira, 2 de março de 2022

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2022 «Não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido. Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos» (Gal 6, 9-10a). Queridos irmãos e irmãs! A Quaresma é um tempo favorável de renovação pessoal e comunitária que nos conduz à Páscoa de Jesus Cristo morto e ressuscitado. Aproveitemos o caminho quaresmal de 2022 para refletir sobre a exortação de São Paulo aos Gálatas: «Não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido. Portanto, enquanto temos tempo (kairós), pratiquemos o bem para com todos» (Gal 6, 9-10a). 1. Sementeira e colheita Neste trecho, o Apóstolo evoca a sementeira e a colheita, uma imagem que Jesus muito prezava (cf. Mt 13). São Paulo fala-nos dum kairós: um tempo propício para semear o bem tendo em vista uma colheita. Qual poderá ser para nós este tempo favorável? Certamente é a Quaresma, mas é-o também a nossa inteira existência terrena, de que a Quaresma constitui de certa forma uma imagem [1]. Muitas vezes, na nossa vida, prevalecem a ganância e a soberba, o anseio de possuir, acumular e consumir, como se vê no homem insensato da parábola evangélica, que considerava assegurada e feliz a sua vida pela grande colheita acumulada nos seus celeiros (cf. Lc 12, 16-21). A Quaresma convida-nos à conversão, a mudar mentalidade, de tal modo que a vida encontre a sua verdade e beleza menos no possuir do que no doar, menos no acumular do que no semear o bem e partilhá-lo. O primeiro agricultor é o próprio Deus, que generosamente «continua a espalhar sementes de bem na humanidade» (Enc. Fratelli tutti, 54). Durante a Quaresma, somos chamados a responder ao dom de Deus, acolhendo a sua Palavra «viva e eficaz» (Heb 4, 12). A escuta assídua da Palavra de Deus faz maturar uma pronta docilidade à sua ação (cf. Tg 1, 19.21), que torna fecunda a nossa vida. E se isto já é motivo para nos alegrarmos, maior motivo ainda nos vem da chamada para sermos «cooperadores de Deus» (1 Cor 3, 9), aproveitando o tempo presente (cf. Ef 5, 16) para semearmos, também nós, praticando o bem. Esta chamada para semear o bem deve ser vista, não como um peso, mas como uma graça pela qual o Criador nos quer ativamente unidos à sua fecunda magnanimidade. E a colheita? Porventura não se faz toda a sementeira a pensar na colheita? Certamente; o laço estreito entre a sementeira e a colheita é reafirmado pelo próprio São Paulo, quando escreve: «Quem pouco semeia, também pouco há de colher; mas quem semeia com generosidade, com generosidade também colherá» (2 Cor 9, 6). Mas de que colheita se trata? Um primeiro fruto do bem semeado, temo-lo em nós mesmos e nas nossas relações diárias, incluindo os gestos mais insignificantes de bondade. Em Deus, nenhum ato de amor, por mais pequeno que seja, e nenhuma das nossas «generosas fadigas» se perde (cf. Exort. Evangelii gaudium, 279). Tal como a árvore se reconhece pelos frutos (cf. Mt 7, 16.20), assim também a vida repleta de obras boas é luminosa (cf. Mt 5, 14-16) e difunde pelo mundo o perfume de Cristo (cf. 2 Cor 2, 15). Servir a Deus, livres do pecado, faz maturar frutos de santificação para a salvação de todos (cf. Rm 6, 22). Na realidade, só nos é concedido ver uma pequena parte do fruto daquilo que semeamos, pois, segundo o dito evangélico, «um é o que semeia e outro o que ceifa» (Jo 4, 37). É precisamente semeando para o bem do próximo que participamos na magnanimidade de Deus: constitui «grande nobreza ser capaz de desencadear processos cujos frutos serão colhidos por outros, com a esperança colocada na força secreta do bem que se semeia» (Enc. Fratelli tutti, 196). Semear o bem para os outros liberta-nos das lógicas mesquinhas do lucro pessoal e confere à nossa atividade a respiração ampla da gratuidade, inserindo-nos no horizonte maravilhoso dos desígnios benfazejos de Deus. A Palavra de Deus alarga e eleva ainda mais a nossa perspetiva, anunciando-nos que a colheita mais autêntica é a escatológica, a do último dia, do dia sem ocaso. O fruto perfeito da nossa vida e das nossas ações é o «fruto em ordem à vida eterna» (Jo 4, 36), que será o nosso «tesouro no céu» (Lc 18, 22; cf. 12, 33). O próprio Jesus, para exprimir o mistério da sua morte e ressurreição, usa a imagem da semente que morre na terra e frutifica (cf. Jo 12, 24); e São Paulo retoma-a para falar da ressurreição do nosso corpo: «semeado corrutível, o corpo é ressuscitado incorrutível; semeado na desonra, é ressuscitado na glória; semeado na fraqueza, é ressuscitado cheio de força; semeado corpo terreno, é ressuscitado corpo espiritual» (1 Cor 15, 42-44). Esta esperança é a grande luz que Cristo ressuscitado traz ao mundo: «Se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram» (1 Cor 15, 19-20), para que quantos estiverem intimamente unidos a Ele no amor, «por uma morte idêntica à Sua» (Rm 6, 5), também estejam unidos à sua ressurreição para a vida eterna (cf. Jo 5, 29): «então os justos resplandecerão como o sol, no reino do seu Pai» (Mt 13, 43). 2. «Não nos cansemos de fazer o bem» A ressurreição de Cristo anima as esperanças terrenas com a «grande esperança» da vida eterna e introduz, já no tempo presente, o germe da salvação (cf. Bento XVI, Spe salvi, 3; 7). Perante a amarga desilusão por tantos sonhos desfeitos, a inquietação com os desafios a enfrentar, o desconsolo pela pobreza de meios à disposição, a tentação é fechar-se num egoísmo individualista e, à vista dos sofrimentos alheios, refugiar-se na indiferença. Com efeito, mesmo os recursos melhores conhecem limitações: «Até os adolescentes se cansam, se fatigam, e os jovens tropeçam e vacilam» (Is 40, 30). Deus, porém, «dá forças ao cansado e enche de vigor o fraco. (…) Aqueles que confiam no Senhor, renovam as suas forças. Têm asas como a águia, correm sem se cansar, marcham sem desfalecer» (Is 40, 29.31). A Quaresma chama-nos a repor a nossa fé e esperança no Senhor (cf. 1 Ped 1, 21), pois só com o olhar fixo em Jesus Cristo ressuscitado (cf. Heb 12, 2) é que podemos acolher a exortação do Apóstolo: «Não nos cansemos de fazer o bem» (Gal 6, 9). Não nos cansemos de rezar. Jesus ensinou que é necessário «orar sempre, sem desfalecer» ( Lc 18, 1). Precisamos de rezar, porque necessitamos de Deus. A ilusão de nos bastar a nós mesmos é perigosa. Se a pandemia nos fez sentir de perto a nossa fragilidade pessoal e social, permita-nos esta Quaresma experimentar o conforto da fé em Deus, sem a qual não poderemos subsistir (cf. Is 7, 9). No meio das tempestades da história, encontramo-nos todos no mesmo barco, pelo que ninguém se salva sozinho [2]; mas sobretudo ninguém se salva sem Deus, porque só o mistério pascal de Jesus Cristo nos dá a vitória sobre as vagas tenebrosas da morte. A fé não nos preserva das tribulações da vida, mas permite atravessá-las unidos a Deus em Cristo, com a grande esperança que não desilude e cujo penhor é o amor que Deus derramou nos nossos corações por meio do Espírito Santo (cf. Rm 5, 1-5). Não nos cansemos de extirpar o mal da nossa vida. Possa o jejum corporal, a que nos chama a Quaresma, fortalecer o nosso espírito para o combate contra o pecado. Não nos cansemos de pedir perdão no sacramento da Penitência e Reconciliação, sabendo que Deus nunca Se cansa de perdoar [3]. Não nos cansemos de combater a concupiscência, fragilidade esta que inclina para o egoísmo e todo o mal, encontrando no decurso dos séculos vias diferentes para fazer precipitar o homem no pecado (cf. Enc. Fratelli tutti, 166). Uma destas vias é a dependência dos meios de comunicação digitais, que empobrece as relações humanas. A Quaresma é tempo propício para contrastar estas ciladas, cultivando ao contrário uma comunicação humana mais integral (cf. ibid., 43), feita de «encontros reais» ( ibid., 50), face a face. Não nos cansemos de fazer o bem, através duma operosa caridade para com o próximo. Durante esta Quaresma, exercitemo-nos na prática da esmola, dando com alegria (cf. 2 Cor 9, 7). Deus, «que dá a semente ao semeador e o pão em alimento» (2 Cor 9, 10), provê a cada um de nós os recursos necessários para nos nutrirmos e ainda para sermos generosos na prática do bem para com os outros. Se é verdade que toda a nossa vida é tempo para semear o bem, aproveitemos de modo particular esta Quaresma para cuidar de quem está próximo de nós, para nos aproximarmos dos irmãos e irmãs que se encontram feridos na margem da estrada da vida (cf. Lc 10, 25-37). A Quaresma é tempo propício para procurar, e não evitar, quem passa necessidade; para chamar, e não ignorar, quem deseja atenção e uma boa palavra; para visitar, e não abandonar, quem sofre a solidão. Acolhamos o apelo a praticar o bem para com todos, reservando tempo para amar os mais pequenos e indefesos, os abandonados e desprezados, os discriminados e marginalizados (cf. Enc. Fratelli tutti, 193). 3. «A seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido» Cada ano, a Quaresma vem recordar-nos que «o bem, como aliás o amor, a justiça e a solidariedade não se alcançam duma vez para sempre; hão de ser conquistados cada dia» (ibid., 11). Por conseguinte peçamos a Deus a constância paciente do agricultor (cf. Tg 5, 7), para não desistir na prática do bem, um passo de cada vez. Quem cai, estenda a mão ao Pai que nos levanta sempre. Quem se extraviou, enganado pelas seduções do maligno, não demore a voltar para Deus, que «é generoso em perdoar» (Is 55, 7). Neste tempo de conversão, buscando apoio na graça divina e na comunhão da Igreja, não nos cansemos de semear o bem. O jejum prepara o terreno, a oração rega, a caridade fecunda-o. Na fé, temos a certeza de que «a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido», e obteremos, com o dom da perseverança, os bens prometidos (cf. Heb 10, 36) para salvação nossa e do próximo (cf. 1 Tm 4, 16). Praticando o amor fraterno para com todos, estamos unidos a Cristo, que deu a sua vida por nós (cf. 2 Cor 5, 14-15), e saboreamos desde já a alegria do Reino dos Céus, quando Deus for «tudo em todos» (1 Cor 15, 28). A Virgem Maria, em cujo ventre germinou o Salvador e que guardava todas as coisas «ponderando-as no seu coração» (Lc 2, 19), obtenha-nos o dom da paciência e acompanhe-nos com a sua presença materna, para que este tempo de conversão dê frutos de salvação eterna. Roma, em São João de Latrão, na Memória litúrgica do bispo São Martinho, 11 de novembro de 2021. Francisco [1] Cf. Santo Agostinho, Sermones 243, 9,8; 270, 3; Enarratio in Psalmis 110, 1. [2] Cf. Francisco, Momento extraordinário de oração em tempo de pandemia (27 de março de 2020). [3] Cf. Idem, Angelus de 17 de março de 2013.
Rezemos pela Paz na Ucrânia https://www.vaticannews.va/pt/mundo/news/2022-02/o-donbass-a-disputada-regiao-de-donec.html

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

24 de Fevereiro de 2022 Comunicado Pela paz na Ucrânia Comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa 1. Na audiência geral de ontem e face à iminência da guerra na Ucrânia, o Papa Francisco apelava a que se fizessem todos os esforços para que se encontrem caminhos de paz. Convidava-nos também à oração pela paz, propondo que o dia 2 de março fosse assumido por todos como um Dia de Jejum pela Paz e, para os crentes, um dia de jejum e oração: «Tenho uma grande dor no coração pelo agravamento da situação na Ucrânia. Apesar dos esforços diplomáticos das últimas semanas, estão a abrir-se cenários cada vez mais alarmantes. Como eu, muitas pessoas em todo o mundo estão a sentir angústia e preocupação. Uma vez mais a paz de todos é ameaçada por interesses de alguns. Gostaria de apelar aos responsáveis políticos para que examinem seriamente as suas consciências perante Deus, que é Deus da paz e não da guerra; que é Pai de todos e não apenas de alguns, que quer que sejamos irmãos e não inimigos. Peço a todas as partes envolvidas para que se abstenham de qualquer ação que possa causar ainda mais sofrimento às populações, desestabilizando a convivência entre as nações e desacreditando o direito internacional. E agora gostaria de apelar a todos, crentes e não-crentes. Jesus ensinou-nos que à diabólica insensatez da violência se responde com as armas de Deus, com a oração e o jejum. Convido todos a fazer no próximo dia 2 de março, Quarta-feira de Cinzas, um Dia de Jejum pela Paz. Encorajo de modo especial os crentes a dedicarem-se intensamente nesse dia à oração e ao jejum. Que a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra». 2. Infelizmente, a guerra teve início esta madrugada, com a invasão da Ucrânia pela Rússia. A Conferência Episcopal Portuguesa, em sintonia com o Santo Padre e com o apelo pela Paz das Conferências Episcopais da Europa, condena veementemente a guerra na Ucrânia e propõe que todas as pessoas, comunidades e instituições da Igreja rezem pela paz na região, assumindo o dia 2 de março, Quarta-feira de Cinzas, como um Dia de Jejum e Oração pela Paz na Ucrânia. 3. A Conferência Episcopal manifesta a sua solidariedade para com a população da Ucrânia e, em particular, para com a numerosa Comunidade Ucraniana em Portugal, desejando que este tempo de angústia, sofrimento e guerra seja rapidamente ultrapassado e se restabeleça a paz e a prática do bem para todos, como nos pede o Santo Padre na mensagem da Quaresma hoje divulgada. Apela ainda a que haja uma partilha efetiva para com a Igreja na Ucrânia, nomeadamente através das Cáritas e de outras instituições. Lisboa, 24 de fevereiro de 2022 Secretariado Geral da CEP

sábado, 19 de fevereiro de 2022

19 de fevereiro é dia de aniversário dos Pastorinhos de Cabo Verde Hoje é dia de ação de graças! A Lúcia, a Jacinta e o Francisco já fazem 11 anos! Desejamos que tenham um dia feliz e cresçam saudáveis e cheios de amor! X X X Parabéns!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Faleceu hoje a Profª Elsa Gonçalves! 😢 Partilhou connosco a vida e a fé, deixou-nos o seu precioso legado! A sua vida discreta e o seu trabalho, dedicado e exemplar, deixam o mundo mais belo e a Lírica Trovadoresca enriquecida! OBRIGADA, Professora Elsa!😘💐

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Pelas religiosas e consagradas – O Vídeo do Papa 02 – Fevereiro de 2022

O Vídeo do Papa - Fevereiro 2022 "O que seria da Igreja sem as religiosas e as leigas consagradas? Não se pode compreender a Igreja sem elas." Quem o diz é o Papa Francisco, na edição de fevereiro de "O Vídeo do Papa". Na mensagem de vídeo, o Santo Padre incentiva todas as consagradas a discernir a sua missão diante dos desafios do mundo em que vivemos, pedindo que se centrem essencialmente nos pobres, nos marginalizados e nos que são escravizados pelos traficantes. Francisco pede ainda que rezemos pelas religiosas e consagradas, agradecendo-lhes a sua missão e a sua coragem, para que continuem a encontrar novas respostas diante dos desafios do nosso tempo.

domingo, 2 de janeiro de 2022

Este ano celebramos a Solenidade da Epifania no dia em que se celebram 149 anos do nascimento de Santa Teresinha do Menino Jesus, o que faz deste dia um grande convite à Missão! 👣🌍