Convite


" A Igreja convida-nos a aprender de Maria (...) a contemplar o projecto de amor do pai pela humanidade, para amá-la como Ele a ama."



Mensagem Bento XVI, Dia Mundial das Missões 2010
















sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Venham comigo a Torre de Moncorvo…

         É impossível resistir… hoje tenho mesmo que ir a Torre de Moncorvo. É que, ao fim da tarde, acontecerá algo de extraordinário… UM SONHO DE MUITOS ANOS vai tornar-se realidade!
Eu tenho amigos muito especiais, muito originais e …outras coisas mais… Mas o acontecimento de hoje, é mesmo ÚNICO!
A Irmã Maria Teresa do Imaculado Coração, com a graça de Deus, vai poder aos 75 anos, realizar um SONHO que agora se torna definitivamente realidade e fazer hoje a sua Profissão Religiosa Definitiva como Irmã Carmelita do Mosteiro da Sagrada Família!
É MAGNÍFICO o AMOR de DEUS que não olha o tempo, como nós, mas a verdade dos corações e TORNA POSSÍVEL o IMPOSSÍVEL!
Um ABRAÇO para a Irmã Maria Teresa, para toda a Comunidade e para os outros padrinhos que, tão dignamente, acompanham a “afilhada”…
UNIDA em amizade e oração,

Quem dizia que eu não ia estar aí?....




            
MAGNIFICAT! A minha alma exulta de alegria...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Homenagem a um AMIGO

Eu sei que é difícil estar longe dos amigos quando eles precisam de nós... (estar em comunhão com eles à distância, unidos pela oração) mas agora fiz essa experiência ao deixar o Sr. Rogério doente, em Portugal... e ao receber ontem a notícia de que o seu sofrimento tinha chegado ao fim...


Aqui ficam (como agradecimento) as flores do meu jardim,
que tantas vezes regou, durante as minhas férias...

 Porque ele e eu acreditamos na vida eterna, sabemos que esta é a sua Páscoa!


"Vinde, benditos de Meu Pai, recebei em herança o Reino,
preparado para vós, desde o princípio do mundo"

OBRIGADA, meu AMIGO!
A AMIZADE
«Mas quem é que caminha a teu lado?». Quando me reencontro com esta pergunta, trazida por um verso de T.S. Eliot, penso quase sempre nos amigos. Um amigo, por definição, é alguém que caminha a nosso lado, mesmo se separado por milhares de quilómetros ou por dezenas de anos. O longe e a distância são completamente relativizados pela prática da amizade. De igual maneira o silêncio e a palavra. Um amigo reúne estas condições que parecem paradoxais: ele é ao mesmo tempo a pessoa a quem podemos contar tudo e é aquela junto de quem podemos estar longamente em silêncio, sem sentir por isso qualquer constrangimento. Tenho amigos dos dois tipos. Com alguns, sei que a nossa amizade se cimenta na capacidade de fazer circular o relato da vida, a partilha das pequenas histórias, a nomeação verbal do lume mais íntimo que nos alumia. Com outros, percebo que a amizade é fundamentalmente uma grande disponibilidade para a escuta, como se aquilo que dizemos fosse sempre apenas a ponta visível de um maravilhoso mundo interior e escondido, que não serão as palavras a expressar.
O modo como uma grande amizade começa é misterioso. Podemos descrevê-lo como um movimento de empatia que se efectiva, um laço de afeição ou de estima que se estreita, mas não sabemos explicar como é que ele se desencadeia. Irrompe em silêncio a amizade. Na maior parte das vezes quando reconhecemos alguém como amigo, isso quer dizer que já nos ligava um património de amizade, que nos dias anteriores, nos meses anteriores, como escreveu Maurice Blanchot, «éramos amigos e não sabíamos».
Aquilo de que uma amizade vive também dá que pensar. É impressionante constatar como ela acende em nós gratas marcas tão profundas com uma desconcertante simplicidade de meios: um encontro dos olhares (mas que sentimos como uma saudação trocada entre as nossas almas), uma qualidade de escuta, o compartilhar mais breve ou demorado de uma mesa ou de uma conversa, um compromisso comum num projecto, uma qualquer ingénua alegria…A linguagem da amizade é discreta e ténue. E ao mesmo tempo é inesquecível e impressiva. (…)                       
José Tolentino Mendonça
In Diário Notícias (Madeira)
21.11.10

domingo, 21 de novembro de 2010

Presença do Amor de Deus (continuação)

Devido a um "erro técnico" (houve algumas fotos que não ficaram onde deviam) vou repetir as últimas mensagens que queria transmitir...

No dia 18 celebrou-se, em casa, o matrimónio de nhô José e nha Maria Paula, já casados pelo civil há vários anos. O senhor, idoso, doente, e numa cadeira de rodas, quando acabou a celebração, disse feliz: “ Já entrei de novo no rebanho de nhô Dés.” Estar, de novo, em comunhão com Deus, a maior felicidade…

            Sábado, 20 de Novembro, enquanto eu trabalhava a Avelina veio chamar-me, dizendo que estava cá um senhor que queria falar comigo. Fiquei surpreendida mas fui ao seu encontro. Encontrei um catequista cá da Paróquia, que já conheço de vista, e me perguntou se está tudo bem comigo, respondi-lhe que sim, com a graça de Deus. Disse-me: “ vim cá trazer isto” (e estendeu-me a sua mão fechada, procurando que eu recebesse o que nela trazia) para que a senhora, quando passar em algum sítio e vir uma coisa que goste, possa comprar”. Olhei, completamente surpreendida, para a minha mão, que tinha uma nota de 1000$00 muito enroladinha e a única coisa que consegui fazer foi agradecer ao senhor que se foi embora, feliz!

         Durante algum tempo procurei encontrar explicação para este acontecimento… que me deixou completamente surpreendida… mas não consegui… já nem sei se o Padre quando me apresentou à comunidade disse que eu vim como voluntária, sem ganhar nada… o que é certo é hoje fiquei quase sem palavras, face à atitude generosa deste catequista idoso….

            Hoje é Domingo de Cristo Rei (final do ano litúrgico) fui de novo à Ribeira de S. Miguel, não vou falar do caminho (era outro mas a aventura foi igual…) Não vou dizer que aquela homilia podia ser feita numa bela Catedral (mas podia…) Mas vou dizer que cada uma das pessoas que lá estava foi convidada a reflectir sobre o “Rei” que "orienta e governa" o seu coração… o “rei poder”, o “rei dinheiro”, o “rei prazer” ou o “rei dos Judeus”, Jesus Cristo… o único que ajuda cada homem/mulher a ser verdadeiramente FELIZ e a encontrar a VIDA ETERNA…
Em época de Campanha Eleitoral, aqui em Cabo Verde, esta foi certamente a mensagem mais credível que cada um de nós ouviu neste dia… Dei graças a Deus por este caminho tão irregular que, mesmo assim, permite que cheguem aqui os pés “do mensageiro de Deus” e transmita aos homens PALAVRAS DE VIDA ETERNA!



PRESENÇA DO AMOR DE DEUS

Tradição dos Missionários do Espírito Santo

na Calheta de S. Miguel


         Esta é uma Paróquia que teve e continua a ter uma forte tradição missionária e Espiritana. Desde os anos 45 que tem tido uma presença Espiritana. Basta lembrar, com saudade, o nosso Pe. Eduardo Moniz, natural da ilha dos Açores e o Pe. Cretazz, natural da Suíça, que foram os dois grandes alicerces desta Igreja local. Foram estes dois Espiritanos que deram estrutura e solidez a esta Paróquia. Presença essa que continuou depois com um conjunto sucessivo de Párocos todos eles da Congregação do Espírito Santo.











         Quando cheguei, encontrei aqui uma equipa de quatro confrades (o Pároco, Pe. Nuno Rodrigues, natural de Leiria, superior, com 37 anos de idade, o Pe. Ferreira da Silva, natural de Santa Maria da Feira, com 80 anos de idade, o seminarista estagiário Christophe Kayembe, natural do Congo, com 28 anos de idade e o Pe. Alfredo Inácio, natural de Angola, com 29 anos de idade) que me acolheu, de modo muito fraterno, e me fez sentir verdadeiramente membro desta família.
 

Esta comunidade tem um Projecto de Vida Comunitária, bem definido ao qual, cada membro, procura dar cumprimento.
 
 
Todos os anos, por duas vezes, Advento e Quaresma, estes missionários visitam os doentes da Paróquia, que recebem a presença do sacerdote nas suas casas.

No Dia Mundial das Missões, 24 de Outubro, tive a possibilidade de ir com o Sacerdote visitar um doente a sua casa, visita essa durante a qual recebeu os últimos sacramentos. Fiz aqui referência a essa experiência única, na minha vida, e hoje deixo, a foto da casa onde visitámos Nhô Pedro. Acrescento que este senhor, cristão empenhado e catequista ao serviço da paróquia, durante muitos anos, partiu para o Pai durante esta semana que passou. Vejam como foi importante esta caminhada, monte acima, para lhe levar a possibilidade de preparar a sua alma para este encontro derradeiro, para esta Páscoa que se aproximava… Bem-haja por tudo nhô Pedro! Até pelo testemunho cristão que nesse momento ainda nos deu… Paz à sua alma!


Nestas duas últimas semanas foi a visitar doentes que os nossos Missionários ocuparam quase todas as manhãs…
Como eu dei aulas e estive impedida de os acompanhar resolvi enviar as mesmas perguntas aos três e esperar que me respondessem, pois estava muito interessada em saber como tinham sido estas visitas:

1ª - Quantos doentes visitou durante estas duas semanas?

Padre Nuno: Eu e o meu colega, Padre Alfredo, visitámos 100 doentes.
Christophe: 16.

2ª - Em quantos lugares da Paróquia?

Padre Nuno: Nos lugares: Achada da Laje, João Dias, Saltos Abaixo, Tagarra, Pedra Serrada, Monte Bode e Pedra Barro.
Christophe: Em cinco lugares da paróquia.

3ª - O que o motiva a visitar os doentes?

Padre Nuno: Levar a presença de Deus e da Igreja junto de quem sofre e faz ainda parte desta nossa Igreja em caminhada para a vida eterna
Um outro motivo pessoal que acresceu este ano foi o facto de ter acontecido a morte do meu avô. Com este acontecimento percebi melhor como é bom ajudar os doentes a prepararem-se para o encontro definitivo com Deus com a presença da Igreja, pelo sacerdote.
Christophe: Conhecer a realidade da missão, participar na acção missionária da Igreja.

4º - O que mais lhe custou durante estas semanas?

Padre Nuno: O cansaço físico de ter de andar a pé e de, por vezes, entrar em algumas casas sem a mínima higiene.
Christophe: Não me custa visitar os doentes, embora o caminho não seja bom. O sacrifício é o melhor preço da missão.


5º - O que lhe deu mais alegria nestas visitas?

Padre Nuno: O perceber e sentir como os doentes se sentem felizes com a presença do sacerdote. Ver também que muitas destas pessoas, agora doentes, serviram a paróquia com muito ardor e empenho.
Christophe: Estar só com os doentes, é o bastante para mim. Pobre no meio dos pobres. Mas fica um desafio: saber se se chega à idade deles. Quem sabe, se não Deus?!


6º Autoriza que partilhe com os meus amigos as suas respostas

Padre Nuno: Com todo o gosto e alegria. É partilhando que nos enriquecemos uns aos outros.
Christophe: A liberdade é a última instância de nosso agir. A vontade é saber distinguir o que é bem e o que é mal e afinal saber assumir as consequências.

7º No caso de ter respondido afirmativamente à pergunta anterior, quer dirigir-lhes alguma mensagem?

Padre Nuno: Pois claro, como é bom sentirmo-nos tão perto mesmo longe. E como é agradável viver a mesma fé, numa comunidade de cinco pessoas diferentes, padres, seminarista e leiga, mas com o mesmo sentir que a todos nos une: o amor a Jesus Cristo e ao próximo.

E já agora uma outra coisa; amigos da Profª Paula, muito obrigado por terem “deixado” que este ano fossemos nós a partilharem a riqueza desta pessoa neste meio missionário. A sua presença no nosso meio tem sido uma riqueza e um desafio. Aguentem as saudades!

Muito grata pela partilha fraterna, acompanho-o pela oração,

Paula Silvestre 

No dia 17 de Novembro tivemos a celebração Eucarística de acção de graças do 101º Aniversário de nha Luísa… Vejam a ternura do amor de Deus que se faz presente na mão do Sacerdote. Tão feliz que estava esta senhora!

 
No dia 18 celebrou-se, em casa, o matrimónio de nhô José e nha Maria Paula, já casados pelo civil há vários anos. O senhor, idoso, doente, e numa cadeira de rodas, quando acabou a celebração, disse feliz: “ Já entrei de novo no rebanho de nhô Dés.” Estar, de novo, em comunhão com Deus, a maior felicidade…
            Sábado, 20 de Novembro, enquanto eu trabalhava a Avelina veio chamar-me, dizendo que estava cá um senhor que queria falar comigo. Fiquei surpreendida mas fui ao seu encontro. Encontrei um catequista cá da Paróquia, que já conheço de vista, e me perguntou se está tudo bem comigo, respondi-lhe que sim, com a graça de Deus. Disse-me: “ vim cá trazer isto” (e estendeu-me a sua mão fechada, procurando que eu recebesse o que nela trazia) para que a senhora, quando passar em algum sítio e vir uma coisa que goste, possa comprar”. Olhei, completamente surpreendida, para a minha mão, que tinha uma nota de 1000$00 muito enroladinha e a única coisa que consegui fazer foi agradecer ao senhor que se foi embora, feliz!

         Durante algum tempo procurei encontrar explicação para este acontecimento… que me deixou completamente surpreendida… mas não consegui… já nem sei se o Padre quando me apresentou à comunidade disse que eu vim como voluntária, sem ganhar nada… o que é certo é hoje fiquei quase sem palavras, face à atitude generosa deste catequista idoso….



            Hoje é Domingo de Cristo Rei (final do ano litúrgico) fui de novo à Ribeira de S. Miguel, não vou falar do caminho (era outro mas a aventura foi igual…) Não vou dizer que aquela homilia podia ser feita numa bela Catedral (mas podia…) Mas vou dizer que cada uma das pessoas que lá estava foi convidada a reflectir sobre o “Rei” que orienta e governa o seu coração… o “rei poder”, o “rei dinheiro”, o “rei prazer” ou o “rei dos Judeus”, Jesus Cristo… o único que ajuda cada homem/mulher a ser verdadeiramente FELIZ e a encontrar a VIDA ETERNA…
Em época de Campanha Eleitoral, aqui em Cabo Verde, esta foi certamente a mensagem mais credível que cada um de nós ouviu neste dia… Dei graças a Deus por este caminho tão irregular que, mesmo assim, permite que cheguem aqui os pés “do mensageiro de Deus” e transmita aos homens PALAVRAS DE VIDA ETERNA!

sábado, 20 de novembro de 2010

Algumas informações importantes

 SITUAÇÃO GEOGRÁFICA DE CABO VERDE

         O arquipélago de Cabo Verde encontra-se no Oceano Atlântico balizado pelos paralelos 17 e 14 de latitude Norte pelos meridianos 22 e 25 de longitude Oeste, tendo como vizinhos mais chegados a Mauritânia e o Senegal à distância de cerca de 450 a 500 km.
         As dez ilhas que o compõem na superfície mencionada de 4.033 Km2 formam dois grupos: o das ilhas do Barlavento ao Norte, o actual território da Diocese do Mindelo: Ilha de Santo Antão, S. Vicente, S. Luzia, S. Nicolau, Sal e Boa Vista; e o grupo das ilhas de Sotavento, o território da Diocese de Santiago de Cabo Verde: ilha do Maio, Santiago, Fogo e Brava.
 AS ORIGENS

         As origens históricas de Cabo Verde situam-se convencionalmente, em 1460, data em que dois navegadores às ordens do Infante D. Henrique de Portugal, Diogo Gomes e António de Noli, teriam encontrado as ilhas de Sotavento.
         A responsabilidade da evangelização das ilhas coube, desde o descobrimento, à Ordem de Cristo.
         Em 1480 já se fala da erecção do segundo templo paroquial destas ilhas, dedicado a S. Filipe, na ilha do Fogo.
         Por volta de 1495 é construída a Igreja de Nossa Senhora do Rosário uma das mais antigas da ilha de Santiago.
         O povoamento das ilhas de Santiago e Fogo foi rápido, devido à importação de grande número de escravos vindos do continente, enquanto as ilhas do Maio e da Boa Vista eram povoadas por pastores.

A PARÓQUIA DE S. MIGUEL ARCANJO

         A Paróquia de S. Miguel Arcanjo é uma das Paróquias do interior da ilha de Santiago, ficando a 54 Km da capital, cidade da Praia e a 34 Km da Vila do Tarrafal.
         Está situada no coração da ilha de Santiago, sendo constituída por um povo simples, pobre e humilde. Faz parte integrante do Concelho de S. Miguel, o mais novo de Cabo Verde, também conhecido por Calheta de S. Miguel, visto estar situado à beira mar. Um Concelho com 18 mil pessoas, sendo a sua população muito dispersa devido às várias montanhas aí existentes, o que acarreta enormes dificuldades para a visita de todas estas comunidades locais.
                          

A Eucaristia, ao sábado e ao Domingo, é no exterior da Igreja, devido ao número de pessoas e ao calor


Esta foto foi tirada num dos dois únicos dias em que choveu (a sério) 
desde que cá estou - 23 de Outubro de 2010


domingo, 14 de novembro de 2010

Continua a "peregrinação" a Principal

(Continuação)
Desde o final de Outubro o caminho de Principal ficou intransitável… Agora que já foi parcialmente reconstruído… recomeçou a actividade normal e, como é Domingo, fez-se tudo o que era possível para ter, de novo, a celebração da Eucaristia.
Certamente todos acordámos um pouco mais tarde do que o habitual e, quando saltei para o duche...desilusão... não havia água! Vive-se com o que há, passei ao plano B (não vou dizer qual é...), em seguida tomei o pequeno almoço e, às 9h20m, começou a viagem...
Hoje, conto por imagens (já não era sem tempo) como foi a nossa ida a Principal…
Único caminho para Principal

É verdade, é o caminho... não é engano, estamos no sítio certo...confiem em nós!

É o caminho certo mas, a partir de agora, o carro não pode seguir... parece que vamos fazer
2Km a pé???...

É verdade, sou mesmo eu, a ver onde hei-de pôr os pés... isto faz-se sem problemas, alguém tem dúvidas? Pode sempre vir experimentar... (no próximo Domingo votaremos, se Deus quiser)...

Chegámos à Capela da Sagrada Família, em Principal...

O Gabino (meu aluno do 7º ano) toca o sino para chamar a população...
Ele é daqui e à 6ª feira tem aula de Português comigo, na Calheta de S. Miguel, às 8h da manhã... vejam todo o percurso que tem que fazer...

O povo de Deus aguarda o início da Eucaristia enquanto escolhe um local cómodo...

Os mais "piquenotes" ficam sempre em local de destaque...

10h30m, estamos prontos para celebrar a nossa fé... foi para isso que viemos

Este é o momento do ofertório (já vos falei deste momento lindo...) esta senhora oferece uma abóbora...

Depois de muito desafios feitos na homilia, a partir da Palavra de Deus e da vida destas pessoas, deixo duas frases do Evangelho de hoje que mais me desafiaram:

                                  "Assim tereis ocasião de dar testemunho. 
                         Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».

É claro... foi necessário fazer o caminho de regresso... mas o que é isso quando a paisagem é magnífica e temos dentro de nós "todo o Céu"

Esta é a primeira imagem que vi e vos mostrei de Principal... à primeira vista, é uma estrada cortada pela intempérie mas, como diz o Principezinho: "só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos"!

Durante o percurso ainda tive tempo para me lembrar que hoje, em Portugual, termina a semana de Oração pelos Seminários, e pedir, mais uma vez, ao Senhor da Messe, que dê à Sua Igreja, Sacerdotes fiéis e ousados, que não parem à frente das "estradas cortadas"  mas sejam capazes de abrir caminhos de esperança e levar aos homens dos quatro cantos do mundo, a certeza do amor de Deus, que vem ao nosso encontro, onde quer que estejamos...mesmo que seja em Principal!

Somos peregrinos e cada Domingo é caminho de VIDA NOVA…

Hoje é o XXXIII Domingo do Tempo Comum e no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 21,5-19) diz-se: "Naquele tempo, comentavam alguns que o templo estava ornado com belas pedras e piedosas ofertas. Jesus disse-lhes: «Dias virão em que, de tudo o que estais a ver, não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído». Eles perguntaram-lhe: «Mestre, quando sucederá isto? Que sinal haverá de que está para acontecer?». Jesus respondeu: «Tende cuidado; não vos deixeis enganar, pois muitos virão em meu nome e dirão: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não os sigais. Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis: é preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim». Disse-lhes ainda: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino. Haverá grandes terramotos e, em diversos lugares, fomes e epidemias. Haverá fenómenos espantosos e grandes sinais no céu. Mas antes de tudo isto, deitar-vos-ão as mãos e hão-de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Assim tereis ocasião de dar testemunho. Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa. Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer. Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós e todos vos odiarão por causa do meu nome; mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».

Principal é um dos lugares de culto da Paróquia de S. Miguel Arcanjo, onde me encontro. Com os dois dias de chuva, do fim de Outubro, a ribeira de Principal transbordou e levou, montanha abaixo, animais, casas e tudo o que encontrou…