Convite


" A Igreja convida-nos a aprender de Maria (...) a contemplar o projecto de amor do pai pela humanidade, para amá-la como Ele a ama."



Mensagem Bento XVI, Dia Mundial das Missões 2010
















segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ADVENTO
 
O simbolismo da coroa do advento é muito bonito. O círculo da coroa, sem começo nem fim, e feito sempre de verde, representa a eternidade e a vida eterna encontrada em Cristo. As quatro velas representam as quatro semanas do advento, e seu acendimento progressivo expressa a expectativa e a esperança da vinda do Messias.
Existem várias maneiras de interpretar as quatro semanas. Por exemplo, a prime...
ira semana evoca os patriarcas e a virtude da esperança. A segunda recorda os profetas e a paz. A terceira representa João Batista e a alegria, e a quarta e última semana traz a figura de Maria e a virtude do amor. Se houver uma quinta vela (branca, ao centro), ela representa Cristo, a luz do mundo, e é acesa na vigília de Natal ou no dia de Natal. (Pe. Edward McNamara, LC, in www.zenit.org
 


 Em dia de S. Francisco Xavier, Padroeiro das Missões, aqui fica também a minha oração por todos e cada um daqueles que vivem em Missão e, de modo especial, pelo Pe. Nuno, meu Irmão Missionário, que depois de 14 anos de Missão em Cabo Verde, é chamado a partir e a deixar essa querida comunidade paroquial da Calheta de S. Miguel com quem partilhou a sua vida jovem e aprendeu a ser Pastor, segundo o Coração do Bom Pastor!

Nem o conjunto das palavras que todos e cada um de nós procuramos dizer para agradecer o MUITO que aí viveu e ajudou a viver é suficiente para mostrar o que estes 14 anos foram, mas é mesmo assim e isso nem é o mais importante. O IMPORTANTE é o que Deus foi fazendo no coração deste Pastor e, por ele, no de todos aqueles que se abriram à Sua acção e cresceram em fidelidade e em compromisso como Igreja. Neste momento de separação, o Senhor, Ele mesmo, através de todos os gestos de gratidão que são manifestados, vem dizer: “muito bem, servo bom e fiel…”

MAS… a Missão continua e como disse o Papa Bento XVI, no Porto em 2010: “...hoje a Igreja é chamada a enfrentar desafios novos e está pronta a dialogar com culturas e religiões diversas, procurando construir juntamente com cada pessoa de boa vontade a pacífica convivência dos povos. O campo da missão ad gentes apresenta-se hoje notavelmente alargado e não definível apenas segundo considerações geográficas; realmente aguardam por nós não apenas os povos não-cristãos e as terras distantes, mas também os âmbitos socioculturais e sobretudo os corações que são os verdadeiros destinatários da atividade missionária do povo de Deus”.  

Coragem, caríssimo Missionário! O Senhor está sempre com aqueles que escolhe e envia! MAGNIFICAT!

“Por tudo o que aconteceu ao longo destes 14 anos: OBRIGADO!
Por tudo o que vai acontecer: SIM!”       


















 
MAGNIFICAT!

domingo, 18 de novembro de 2012


No final da Semana de Oração pelos Seminários, aqui ficam os meus amigos seminaristas Espiritanos de Cabo Verde. Desejo-lhes as maiores felicidades e força para continuarem a caminhada. Contem sempre com a minha oração.


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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

DIA DE FIÉIS DEFUNTOS

“A maior parte das pessoas na realidade tem bastante medo de morrer. (…) a maneira como havemos de morrer é imprevisível e as nossas preocupações sobre isso são bastante inúteis. Em todo o caso, precisamos de estar preparados. Prepararmo-nos para a morte é a tarefa mais importante da vida (…) A morte, como Jesus falou dela, é o momento em que a plena derrota e a plena vitória se encontram.
(…) Como é que então nos preparamos para a morte? Vivendo cada dia na total consciência de sermos filhos de Deus, cujo amor é mais forte do que a morte. Especular e preocuparmo-nos com os últimos dias da nossa vida é inútil; mas fazer de cada dia uma celebração da nossa “amabilidade” como filhos e filhas amado(a)s de Deus permitir-nos-á viver os nossos últimos dias, breves ou longos, como dias de aniversário. As dores da morte são dores de parto. Por elas, deixamos o seio deste mundo e nascemos para a plenitude dos filhos de Deus.
A nossa vida é uma oportunidade curta para dizer “sim” ao amor de Deus. A nossa morte é um autêntico regresso a casa para acolher esse amor.
(…) Escrevendo aos cristãos de Filipos, o apóstolo Paulo diz: Desejaria partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor; mas continuar vivo é mais necessário por vossa causa.” (Fl 1, 23-24) O desejo mais profundo de S. Paulo é estar completamente unido a Deus por meio de Cristo e esse desejo fá-lo olhar para a morte como um “ganho”. Contudo o seu outro desejo é continuar vivo no corpo para acabar a sua missão.
Assim, somos desafiados mais uma vez a olhar a nossa vida a partir do alto. Se, com efeito, Jesus veio oferecer-nos uma comunhão plena com Deus, fazendo-nos partilhar da sua morte e ressurreição, que mais podemos desejar senão deixar os nossos corpos mortais para alcançar a meta final da nossa existência? A única razão para continuar neste “vale de lágrimas” é poder continuar a missão de Jesus que nos mandou ao mundo, como o Pai o mandou a Ele. Vista do alto, a vida é uma missão curta, por vezes penosa, cheia de ocasiões para fazer um trabalho frutuoso pelo reino de Deus, e a morte é a porta aberta que conduz à sala das celebrações onde o próprio Deus nos irá servir.
(…) Enquanto estivermos no corpo, tratemos bem dele de maneira a levar a alegria e a paz do reino de Deus àqueles que encontrarmos na nossa jornada. Mas, quando chegar o tempo da nossa morte, alegremo-nos também por podermos voltar a casa para estarmos com Aquele que nos trata por “amados”.
                                                                   In: Aqui e Agora, Henri Nouwen