Convite


" A Igreja convida-nos a aprender de Maria (...) a contemplar o projecto de amor do pai pela humanidade, para amá-la como Ele a ama."



Mensagem Bento XVI, Dia Mundial das Missões 2010
















sábado, 5 de fevereiro de 2011

TEIAS...

Ontem, em Cabo Verde, foi o último dia de Campanha Eleitoral para as Eleições Legislativas...
VITÓRIA!!!
Conseguimos sobreviver ao "atentado sonoro" que nos foi impingido durante quinze dias mas não foi fácil…
"Cultura" dizem alguns, "Campanha" dizem outros ... eu, chamaria outra coisa...
A propósito do que vou vendo e ouvindo... lembrei-me do poema do poeta moçambicano, Mia Couto:

POBRES DOS NOSSOS RICOS

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza.
Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.
Rico é quem possui meios de produção.
Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem.  Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".
Aquilo que têm, não detêm.
Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.  
É produto de roubo e de negociatas.
Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.
Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
Necessitavam de forças policiais à altura.
Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.
Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.
Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem …               
                                                            MIA COUTO – Poeta Africano (Moçambique)



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mensagem aos meus amigos sobre LIBERMANN

Caros amigos, hoje celebra-se o aniversário da morte de Libermann e como diz o ditado: “os amigos dos meus amigos, meus amigos são”. Libermann é um dos fundadores dos meus amigos espiritanos, quero pois dizer-vos quem foi e porque deve ainda hoje ser recordada a sua vida:
Ando a ler o pequeno livro: Orar 15 dias com François Libermann, da Paulus Editora que termina desta maneira:”Para Libermann a vida apostólica é uma vida de amor, de santidade e de sacrifício, vida à qual Jesus formou os seus discípulos, vida à qual tão estreitamente uniu sua Mãe, modelo eminente que nos mostra como viver a vida apostólica do Filho de Deus, sem opor qualquer resistência ao Espírito Santo. (…) Em Libermann, esta vida de amor, de santidade e de sacrifício (…) é a sua regra de vida, a regra da sua conduta para com todos, é o que o missionário e o cristão devem viver, fazendo-se tudo para todos.
         Bendito sejas, Deus nosso Pai, por amor deste-nos o teu Filho Jesus para nos salvar, por amor nos dás o teu Espírito Santo para nos ensinar a amar como Jesus.
         Bendito sejas, Deus nosso Pai, tu suscitas na tua Igreja verdadeiros apóstolos, testemunhas enviadas por teu Filho para viver a missão que lhe confiaste. Bendito sejas por estes homens e estas mulheres, adultos ou crianças, que, no nosso mundo ferido pelo ódio e pelo pecado, revelam o teu rosto de amor.
         Bendito sejas, Deus nosso Pai, outrora escolheste um judeu, Paulo, para ser o apóstolo do teu Filho entre as nações. No séc. XIX, escolheste um outro judeu, Libermann, para fundar uma congregação missionária ao serviço dos pobres e dos abandonados. A sua vida ilumina a nossa e mostra o que o teu Espírito pode fazer por aqueles que não lhe resistem.
         Deus é tudo! Sim, nós acreditamos que, apesar das aparências contrárias, apesar de tantos profetas anunciando a desgraça, tu conduzes as coisas com força e sabedoria. Bendito sejas, “o céu e a terra estão cheios da tua glória”. Amém!”
 
         Eu não conhecia muito sobre a vida de Libermann mas gosto daquilo que vou lendo. Gosto sempre de conhecer vidas de homens e mulheres de grandes ideais, que se deixam moldar pela acção do Espírito Santo, e deixam que a(s) sua(s) vida(s) transforme(m) a época em que viveram e mudem o mundo para melhor… É o caso da vida deste homem… Mudou a sua época, muda a nossa época, na medida em que muitas pessoas continuam a seguir o seu exemplo de vida, nos cinco continentes e mudará todas as épocas na medida em que aqueles que “o seguem” forem fiéis aos desafios que deixou e vivam, em verdade, a Regra de Vida da Congregação que fundou.
         Hoje, alegro-me e dou graças a Deus, pelos Espiritanos e Espiritanas que tenho conhecido nos últimos tempos, e são rosto fiel do zelo e da espiritualidade de Libermann, tornando vivo e actual o seu testemunho. Peço ao Senhor, por Maria, para cada um deles, o dom da perseverança e da fidelidade…



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Encontro Geral dos Catequistas da Paróquia

         Domingo, dia 30/01, foi dia de Encontro Geral dos Catequistas da Paróquia de S. Miguel.
Foi-me pedido que preparasse esta formação dos catequistas a partir da Exortação Apostólica pós-Sinodal Verbum Domini, do Papa Bento XVI. O tema escolhido foi: A Importância da Palavra de Deus na vida do Catequista. E, devido a este acontecimento, terminei a semana de forma mais atarefada pois foi preciso organizar a informação e construir o PowerPoint que ajudaria os catequistas a acompanharem a mensagem que queria transmitir e ainda o momento de oração inicial, tudo isto nos intervalos dos vários “apagões” (que podem acontecer a qualquer momento e não sabemos quanto tempo duram).
A Igreja encheu-se, embora não tenham estado presentes todos os catequistas, e das dez horas às onze e trinta, aproximadamente, lá acolheram a informação que tentei transmitir-lhes, de forma atenta e participante nos momentos em que foram solicitados. Depois foi o Pároco que lhes dirigiu a palavra e em seguida celebrou-se a Eucaristia e cada um regressou a sua casa, esperemos que fortalecido, no seu compromisso de catequista e evangelizador.





2011 - Ano Europeu das Actividades Voluntárias que Promovam uma Cidadania Activa.

Os deputados ao Parlamento Europeu referiram que os europeus devem ser incentivados a exercer mais voluntariado para se ajudarem a si próprios e a comunidade em termos gerais.

Por isso no dia 27 de Novembro de 2009, o Conselho de Ministros da U.E., declarou oficialmente 2011, Ano Europeu das Actividades Voluntárias que Promovam uma Cidadania Activa.

“O Ano Europeu tem por objectivo geral incentivar e apoiar os esforços desenvolvidos pela Comunidade, pelos Estados-Membros e pelas autoridades locais e regionais tendo em vista criar condições na sociedade civil propícias ao voluntariado na U.E. e aumentar a visibilidade das actividades de voluntariado na U.E.

Em Portugal foi publicada em Agosto no Diário da República a portaria, aprovada em Conselho de Ministros, que institui o ano de 2011 como ano europeu das actividades de voluntariado que promovam uma cidadania activa (Diário da República nº 165 Série I de 25/08/2010).

Coração de voluntário
Maria Teresa Maia Gonzalez, Escritora
"O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá" (Madre Teresa de Calcutá)

     Tenho para mim que, neste mundo, não há nenhum coração mais poderoso do que o coração de um voluntário. É que, nesse coração, o dom do amor e o da alegria que dele deriva são constantemente multiplicados pelo Autor da Vida, cujo Filho Unigénito fez, um dia, perante milhares de homens e mulheres famintos, o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes.
     O coração do voluntário fez uma opção clara: decidiu renunciar ao comodismo, ao conformismo, ao egoísmo. Decidiu abrir-se para ouvir (e sentir!) a voz dos que não costumam ser ouvidos. E, depois de tomada essa decisão essencial, esse coração não mais volta a ser o mesmo, porque se humanizou. Não mais consegue ficar indiferente às carências e aflições dos outros. Porque esses "outros" passam a fazer parte de si mesmo. E, então, dá-se um fenómeno extraordinário: ao expandir-se para abrigar os outros, o coração do voluntário começa a assemelhar-se ao de Cristo, que como sabemos, é "manso, humilde" e misericordioso.
     Para o voluntário - qualquer que seja o país em que se encontre - há sempre situações "de crise" em que procura colaborar para melhorar a qualidade de vida de quem mais precisa. Hoje em dia, sabendo que o nosso País e grande parte do mundo estão mergulhados numa crise de que tantos falam e poucos entendem, verificamos que tem havido uma resposta muito positiva da parte de muitos para minorar as carências dos mais pobres, veja-se, por exemplo, o caso do Banco Alimentar Contra a Fome. É muito bom que todos os cidadãos partilhem um pouco do que têm, para que muitas instituições possam levar o pão de cada dia a quem não o tem nem pode ganhá-lo com o seu trabalho. No entanto, para o voluntário, todo o tempo é tempo de ajudar quem conta consigo, por isso, não fica à espera das campanhas de solidariedade (sem dúvida, importantes), para cumprir a missão que abraçou. Tornou-se um combatente de alma e coração. E o seu combate é contra a exclusão, a indiferença, a dor, o desespero…
     E o que espera aquele que conta com o coração de um voluntário? Muitas vezes, espera apenas ser ouvido; outras vezes, espera cuidados básicos de higiene; outras ainda espera a mão amiga que lhe estende a colher da sopa, porque já não consegue alimentar-se sozinho. Mas há também quem espera ouvir uma palavra de conforto - arma eficaz no combate à solidão e à angústia de quem viu a esperança desmoronar-se como um baralho de cartas.
     Quanto ao voluntário, esse também espera algo: espera o milagre de fazer nascer um sorriso no rosto do idoso, do órfão, do recluso, do doente, da pessoa portadora de deficiência, do sem-abrigo que conta consigo. Espera e, geralmente, alcança este objectivo, o que o deixa imediatamente feliz. É que, como lemos na famosa Oração de S. Francisco de Assis, "é dando que se recebe". Assim, na vida de um voluntário, o acto de receber e o de dar são um e um só. Porque se fundem. Porque um não existe sem o outro.
     Tenho o privilégio de fazer serviço de voluntariado numa casa de saúde que acolhe e cuida de pessoas portadoras de doença mental e deficiência profunda. Como qualquer outro voluntário, cedo descobri que recebo incomparavelmente mais do que aquilo que dou, porque os tais "sorrisos" que vou ajudando a nascer alimentam a minha alma de uma alegria muito especial que, de outro modo, não conheceria. Uma alegria que eu acredito vir directamente de Cristo, que nos ensinou que tudo o que fizermos por amor, a Ele o faremos. Por isso, o tal sorriso encantador (seja de alívio, conforto, de esperança ou de ternura) que ajudou a nascer está exactamente à altura do seu coração de voluntário. Qualquer outro prémio lhe seria inferior.
     O mais importante não é, de facto, o que se dá, mas o amor que acompanha o gesto e que lhe deu origem. Ora todo o gesto de um voluntário nasce… no Coração de Deus! E para Ele regressa, tendo dado frutos.
     Neste Ano Europeu do Voluntariado, que muitos sintam a coragem de saírem de si mesmos e avancem prontos a dar - e a receber! Será preciso um esforço, sem dúvida. Há horários a ajustar, aprendizagens (às vezes um pouco difíceis) a fazer. Compromissos a assumir… O que posso, desde já, dizer é que esse esforço vai, certamente, valer a pena!
Mª Teresa Maia Gonzalez, Escritora



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O TRABALHO AVANÇA…mesmo sem condições… (…psicológicas…)

     Enquanto uns continuam a massacrar-nos com barulho, dizendo que estão a fazer campanha eleitoral, nós continuamos a trabalhar para que o Espaço: LER… e APRENDER… se vá organizando e, dentro em breve, possa começar a funcionar.
     O Christophe tem ocupado o tempo a informatizar e registar os livros, para depois os podermos identificar e catalogar.
O Nelson criou um “enfermaria” e tratou dos livros doentes, colocando-lhes lombadas novas para que possam ainda ser úteis mas, em estado razoável.
Eu, continuo a planificar e organizar o espaço.
     Vejam como as coisas estão a correr… já se nota diferença! ??? Afinal, não estamos a brincar!