Convite


" A Igreja convida-nos a aprender de Maria (...) a contemplar o projecto de amor do pai pela humanidade, para amá-la como Ele a ama."



Mensagem Bento XVI, Dia Mundial das Missões 2010
















terça-feira, 25 de janeiro de 2011

FERIADO NACIONAL – DIA PARA COMEÇAR A DAR VIDA A UM SONHO

   Na 5ªf, dia 20, foi feriado Nacional, comemorou-se a morte de Amílcar Cabral (e uma semana antes tinha sido igualmente feriado, tinha-se comemorado o dia da Democracia e da Liberdade em Cabo Verde). Nesta quinta feira, para além da abertura oficial da Campanha Eleitoral que provocou a produção de barulho quase ininterrupto e completamente ensurdecedor, durante todo o dia e parte da noite, aconteceu uma coisa importante… começámos a preparar a primeira sala do Salão Paroquial para iniciar funções dentro em breve.
   Este salão foi sonhado para desempenhar várias funções mas, há alguns dias, e depois de três meses por cá, pareceu-me que me podia oferecer para animar este espaço que pretende partir da leitura para vários tipos de formação… e de público.

     Deixem-me contar-vos uma coisa que tem a ver com a leitura… e com a vida…
Quando era adolescente, li pela primeira vez, um livro que se intitula Pollyana, a pequena órfã, não me lembro do nome do autor, mas sei que esta personagem é filha de um Pastor anglicano, a mãe morreu e a criança vivia com o pai. Vivem pobremente, passam por diversas dificuldades e são ajudados pelas “senhoras da caridade” que existem na paróquia. Numa altura em que Pollyana desejava muito uma boneca, as “senhoras da caridade” trazem umas muletas e, perante a desilusão da menina, o pai ensina-a a jogar o JOGO DO CONTENTAMENTO. E esse jogo consiste em tentar encontrar o lado positivo de cada situação, por mais difícil que possa ser. No caso das muletas, o pai convida-a a perceber que embora não seja a boneca desejada, ela pode agradecer por estar de boa saúde e não precisar de as usar. Pouco tempo depois, o pai adoece e morre, e a menina é entregue à tia materna, que vive só e amargurada e não está habituada a crianças. Pollyana não vai ter uma vida fácil mas vê no jogo “a herança e o testamento” que o pai lhe deixou e vai ensinando todas as pessoas que com ela contactam a jogar o “Jogo do contentamento”. Aos poucos, as pessoas vão vendo a realidade quotidiana com um olhar mais positivo e, com o testemunho desta criança, o seu mundo transforma-se num lugar mais agradável.
     Porque é que vos conto isto? Porque gosto muito desta história; porque acredito que podemos sempre mudar o nosso mundo, com o nosso pequeno contributo e porque agora, tal como a Pollyana, dei comigo a abrir os caixotes que “as senhoras da caridade”, ou melhor, os jovens escuteiros de Leiria, trouxeram num contentor, para oferecer a esta Paróquia.
     Sim, eu que várias vezes em Portugal já organizei campanhas para enviar bens e materiais para países de África, agora estou do lado de cá, a abrir os caixotes que outros enviaram. E porque estou do lado de cá, vou dar-vos a possibilidade de fazerem comigo esta experiência nova… para mim e … para vós…
     É muito curiosa a experiência de termos caixotes enormes, bem coladinhos e cheios de surpresa e mistério à nossa frente… Algumas questões impõem-se: Quem os enviou? O que será que eles trazem? O que vamos poder fazer com este material? A quem vamos conseguir chegar?

     Aos poucos, o mistério vai-se revelando… encontramos caixotes muito arrumadinhos, certamente, organizados com muito amor, como estes que vos mostro…
e outros menos organizados e até, por vezes, com materiais em mau estado…
     Encontrei vários livros da Anita com o nome de uma menina que simpaticamente os resolveu oferecer, provavelmente porque já cresceu e já não os lê, mas fiquei triste com a Ana Lúcia (o nome está completo e eu podia dizê-lo todo mas não o vou fazer…,
vejam em que estado envia algum do material…, alguém adulto devia ter tido o bom senso de lhe dizer que as pessoas merecem respeito e os materiais em tão mau estado não devem ser enviados…)

     Já tinha percebido que havia nos caixotes muitos livros de leitura recreativa para crianças, adolescentes e jovens, quando sugeri ao nosso missionário que também é pároco desta paróquia, o Pe. Nuno, que começássemos a organizar uma sala, do salão novo, para uma actividade que partirá da leitura para a formação e será destinada a diferentes públicos: crianças, adolescentes e jovens mamãs… (para começar…) A proposta foi aceite… e na passada 5ª feira, feriado, deitámos mãos à obra…
     Uns montaram estantes e um armário, outros abriram caixotes e limparam livros que, em seguida, começaram a ser separados em diferentes secções … e a sala começou a ficar com um ar mais vivo e dinâmico… mas é preciso mais tempo para organizar tudo… à medida que tiver mais notícias, prometo que vou dando…
 

POR CAUSA DE MAIS UM APAGÃO… e outro… e outro…

     Ontem, mais uma vez, passámos uma grande parte do dia e quase toda a noite sem electricidade, hoje já houve não sei quantos… Isto acontece com alguma frequência, altera, por completo, os planos que possamos ter e impede parte do trabalho que temos para realizar mas… por aqui parece normal… Agora, como está a decorrer a Campanha Eleitoral, o actual primeiro-ministro e o candidato do maior partido da oposição, trocam acusações em si, pelo que “continuamos às escuras” e ficamos “sem saber” de quem é a responsabilidade desta situação que deve ter custos muito elevados para este país e para cada cidadão que vê os seus electrodomésticos e demais aparelhos eléctricos continuamente ameaçados e, certamente muitas vezes, avariados.
    
     Com tantos imprevistos, só agora consigo dar notícias, e da semana que passou tenho duas coisas que me parecem interessantes para partilhar convosco…

ENTREGA/COLOCAÇÃO DA VIA-SACRA NA IGREJA DE S. MIGUEL

     Depois de muitas propostas de datas lá ficou acordado que na quarta-feira, dia 19, às 17h, a Sra. Ministra do Ensino Superior, Ciência e Cultura, viria fazer a entrega oficial da Via-Sacra à Paróquia de S. Miguel… Não sei como nasceu a história, só sei que a Igreja está em fase adiantada de restauro e, nesse dia, lá foram colocados, os quinze quadros representando a Via-Sacra africana, da autoria do artista Dr. José Maria Barreto, na presença do próprio, da Sra. Ministra, do pároco, e de mais alguns membros da comunidade cristã.
    Interrogado por mim, no sentido se saber se havia alguma das estações que fosse a sua preferida, o artista apresentou a oitava. Por isso, aqui vai a sua fotografia, junto da estação escolhida.
      Por incrível que pareça a Sra. Ministra até achava que me conhecia de algum lado, o que não me pareceu muito provável, mas não a impediu de me desejar as maiores felicidades por cá e até de me entregar um cartão com o seu contacto, para o caso de eu necessitar…


NOTÍCIAS

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

“Via Sacra” cabo-verdiana na Igreja de S. Miguel  21 Janeiro 2011
15 painéis pintados em acrílico sobre telas de 100x80 cm imprimem ao conhecido episódio evangélico da Via Sacra – Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo uma nova dimensão, com personagens, vestuário, fisionomia e paisagens cabo-verdianas, sem perder o cunho universalista da fé cristã. A obra artística assinada por José Maria Barreto, ilustra desde quarta-feira, 19, o remodelado templo católico da Calheta de S. Miguel. O conjunto é uma oferta que o Ministério da Cultura e o próprio pintor dedicam aos fiéis de São Miguel.
Os painéis da “Via Sacra”, que agora decoram as paredes laterais da Igreja Católica de Calheta de S. Miguel, são fruto de quatro meses de trabalho ininterrupto, que envolveu dois artistas plásticos – José Maria Barreto e o seu colaborador Heleno Barbosa. Todos os painéis, sem excepção, “têm um cunho cabo-verdiano, tal como pediu o padre Nuno Rodrigues, tanto no vestuário como na fisionomia das pessoas e nas paisagens”, garante José Maria Barreto.
Mas os painéis, pintados em telas de 100x80 cm, também têm a marca de grandes correntes mundiais da pintura, afirma Barreto: “Inspirei-me bastante nos pintores renascentistas, especialmente em Giotto di Bondone, e também nos ícones da Igreja Ortodoxa – época bizantina que descobri e estudei na Rússia durante a minha época de estudante”, explica Barreto que é formado na Escola de Belas-Artes de São Petersburgo.
Pintados segundo a técnica acrílico sobre tela, esses painéis são a segunda encomenda dedicada a temas religiosos que José Maria Barreto recebe no espaço de três anos. Antes, foi a Igreja Católica de Assomada, concelho de Santa Catarina, que viu o seu tecto ilustrado por criações deste pintor cabo-verdiano.
Será este o indício de que nasceu um novo nicho de mercado para os artistas plásticos cabo-verdianos? A ver vamos!
TSF (in: A SEMANA – 1º diário caboverdiano em linha) 





sábado, 22 de janeiro de 2011

Este texto faz parte dos materiais distribuídos pela Comissão Fé e Constituição, do Conselho Ecuménico das Igrejas e pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. A base do texto foi redigida por uma equipa de representantes ecuménicos de Jerusalém.

5º Dia do Oitavário pela Unidade dos Cristãos - 22/01: Partindo o pão na esperança


Êxodo 16, 13b- 21a: É o pão que o Senhor vos dá para comer
Salmo 116, 12-14.16-18: Eu te oferecerei um sacrifício de louvor
1 Coríntios 11, 17-18.23-26:Fazei isto em memória de mim
João 6, 53-58: Este é o pão que desceu do céu


ComentárioDa primeira Igreja de Jerusalém até agora, a "fracção do pão" tem sido um acto central para os cristãos. Para os cristãos de Jerusalém hoje, a partilha do pão é sinal tradicional de amizade, perdão e compromisso com o outro. Somos desafiados, nessa fracção do pão, a buscar uma unidade que possa falar profeticamente a um mundo marcado por divisões. Esse é o mundo pelo qual, de diferentes maneiras, fomos moldados. Na fracção do pão os cristãos são formados de novo pela mensagem profética de esperança para toda a humanidade.
Hoje nós também partimos o pão com coração alegre e generoso; mas também experimentamos, a cada celebração da Eucaristia, uma dolorosa lembrança de nossa desunião. Neste quinto dia da Semana de Oração, os cristãos de Jerusalém reúnem-se na sala superior, o lugar da Última Ceia. Aqui partem o pão em esperança. Aprendemos essa esperança nas maneiras como Deus chega a nós nas agruras dos nossos desgostos. O Êxodo conta como Deus responde aos murmúrios do povo que ele havia libertado, fornecendo-lhes o que precisavam - não mais e não menos. O maná no deserto é um presente de Deus, não para ser acumulado, nem mesmo completamente compreendido. É, como nosso salmo celebra, um momento que pede simplesmente ação de graças - porque Deus "abriu os grilhões".
O que São Paulo reconhece é que partir o pão não significa apenas celebrar a Eucaristia, mas ser um povo eucarístico - tornar-se corpo de Cristo no mundo. Essa breve leitura permanece, em seu contexto (1 Cor 10-11), como um lembrete de como a comunidade cristã deve viver: na comunhão em Cristo, produzindo conduta correta num difícil contexto mundano, guiada pela realidade de nossa vida nele. Vivemos "em memória dele".
Sendo povo da fracção do pão, somos povo da vida eterna - vida em plenitude - como nos ensina a leitura de São João. A celebração da Eucaristia desafia-nos a reflectir sobre como tão abundante dom de vida se expressa no dia a dia, enquanto vivemos na esperança, bem como nas dificuldades. Apesar dos desafios diários dos cristãos de Jerusalém, eles testemunham como é possível alegrar-se na esperança.

 Encontro ecuménico de Assis 1986


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos - 18-25 janeiro

Unidos no ensinamento dos apóstolos,
na comunhão fraterna,
na fracção do pão e nas orações
(Cf
Actos 2,42)

Preparado conjuntamente porPontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e
Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas

REFLEXÕES BÍBLICAS E ORAÇÕES
PARA OS OITO DIAS
 
Comentário                              
A caminhada desta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos começa em Jerusalém no dia de Pentecostes, no início da própria caminhada da Igreja.
O tema desta Semana diz: “eles eram assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações”. “Eles” são a primitiva Igreja de Jerusalém, nascida no dia de Pentecostes quando o Defensor (Paráclito), o Espírito de verdade, desceu sobre os primeiros fiéis, como tinha sido prometido por Deus através do profeta Joel, e pelo Senhor Jesus na noite anterior ao seu sofrimento e sua morte. Todos os que vivem em continuidade com o dia de Pentecostes vivem em continuidade com a primitiva Igreja de Jerusalém, com seu líder São Tiago. Essa Igreja é a Igreja mãe de todos nós. Ela nos proporciona a imagem ou ícone da unidade cristã pela qual oramos nesta Semana.
De acordo com uma antiga tradição oriental, a sucessão na Igreja vem através da continuidade em relação à primeira comunidade de Jerusalém. A Igreja de Jerusalém nos tempos apostólicos é ligada à Igreja celeste de Jerusalém, que por sua vez se torna o ícone de todas as Igrejas cristãs. O sinal de continuidade com a Igreja de Jerusalém para todas as Igrejas é a manutenção das “marcas” da primeira comunidade cristã através do nosso empenho em estar “assíduos aos ensinamentos e à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações”.
A actual Igreja de Jerusalém vive em continuidade com a Igreja apostólica de Jerusalém, particularmente por seu penoso testemunho da verdade. Seu testemunho do Evangelho e sua luta contra a desigualdade e a injustiça nos lembram que a oração pela unidade dos cristãos é inseparável da oração pela paz e pela justiça.

Oração
Todo-poderoso e Misericordioso Deus, com grande poder reuniste os primeiros cristãos na cidade de Jerusalém, pelo dom do Espírito Santo, desafiando o poder terreno do Império Romano. Concede-nos que, como essa primeira Igreja de Jerusalém, possamos nos unir corajosamente na pregação e na vivência das boas novas da reconciliação e da paz, onde houver desigualdade e injustiça. Oramos em nome de Jesus, que nos liberta da servidão do pecado e da morte. Amén.

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos - 18 a 25 de Janeiro

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos - 18 a 25 de Janeiro

Visita Canónica do Conselho Geral da Congregação dos Missionários do Espírito Santo

 LEIGA … no SEIO de uma Comunidade Religiosa

         Quando algumas pessoas querem dizer que não percebem nada de um assunto dizem que são leigas nessa matéria. Não vou discutir se está correcto ou menos correcto vou só lembrar que eu, e muitos de vós, somos leigos… é essa a nossa condição… leigos sempre, quando falamos de qualquer matéria.
         Diz-nos a Lumen Gentium nº 31: “Por leigos entendem-se aqui todos os cristãos que não são membros da sagrada Ordem ou do estado religioso reconhecido pela Igreja, isto é, os fiéis que, incorporados em Cristo pelo Baptismo, constituídos em Povo de Deus e tornados participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que lhes toca, a missão de todo o Povo cristão na Igreja e no mundo”
(…) Por vocação própria, compete aos leigos procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, em toda e qualquer ocupação e actividade terrena, e nas condições ordinárias da vida familiar e social, com as quais é como que tecida a sua existência. São chamados por Deus para que, aí, exercendo o seu próprio ofício, guiados pelo espírito evangélico, concorram para a santificação do mundo a partir de dentro, como o fermento, e deste modo manifestem Cristo aos outros, antes de mais pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da sua fé, esperança e caridade. Portanto, a eles compete especialmente, iluminar e ordenar de tal modo as realidades temporais, a que estão estreitamente ligados, que elas sejam sempre feitas segundo Cristo e progridam e glorifiquem o Criador e Redentor.”
         É pois, como leiga (voluntária missionária – é o nome que “oficialmente” se acrescenta…) que eu fui ACOLHIDA NO SEIO de uma comunidade religiosa.
         Desde o primeiro momento que vos disse que tem sido uma experiência MUITO INTERESSANTE e ENRIQUECEDORA.
         Que bom seria que SEMPRE, em todos os meios e circunstâncias, pudéssemos ser nós próprios, diferentes uns dos outros, mas acolhidos e respeitados na diferença e na complementaridade… pois bem, é dessa forma que eu me sinto aqui… DIFERENTE (leiga e mulher), RESPEITADA, ACOLHIDA, COMPLEMENTAR!
         E porque sempre gostei de grandes desafios … (… acredito que tudo o que vivemos, de modo especial o que é mais desafiante, pode ser caminho de crescimento) estou CERTA que esta experiência me vai fazer crescer em várias dimensões… e acredito que este crescimento pode ser recíproco… por isso AGRADEÇO a esta Comunidade que sabe abrir-se à novidade e à diferença (sou o quarto voluntário que aqui é recebido) e até me parece que outras comunidades poderiam ser enriquecidas com experiências inovadoras como esta, se tivessem pessoas à altura de aceitarem estes desafios…

               
Visita Canónica do Conselho Geral da Congregação dos Missionários do Espírito Santo

Pareceu-me importante dizer o que disse antes para perceberem que a Visita Canónica do Conselho Geral à Comunidade Espiritana da Calheta de S. Miguel de 10 a 13/Janeiro/2011 foi um acontecimento novo para mim, pois não estou habituada a estas realidades.
Durante o mandato de oito anos do Conselho Geral compete-lhe visitar todas as Comunidades da Congregação, que tem 2842 membros e está espalhada pelos cinco continentes e por 60 países.
O objectivo principal é: confirmar, na fé, as comunidades espalhadas pelo mundo.
Neste momento está a decorrer a visita a Cabo Verde e esta Comunidade foi a primeira a ser visitada.
Foi feito um programa e marcado um tempo para que cada pessoa dialogasse com o Conselheiro Geral. Durante uma hora e tal conversámos sobre a formação do Voluntariado e sobre a minha vida aqui por estas terras. Gostei! É sempre bom dialogarmos sobre as coisas que nos desafiam… e também sobre as dificuldades e as alegrias que vamos vivendo. Isso proporcionou também “avaliar” estes três meses da minha presença por aqui… e, resumidamente, foi dito: “está a ser uma experiência rica e exigente”.
       O “visitador acrescentou ainda: “consideramos as visitas às circunscrições como o aspecto mais enriquecedor do nosso serviço. Vivemos estas visitas segundo o espírito da “visitação” de Maria à sua prima Isabel. Maria desejava certamente prestar ajuda à sua prima grávida. Mas ela desejava sobretudo “verificar” a verdade do sinal que lhe foi dado pelo anjo Gabriel. Vemos assim como o encontro de Maria e Isabel permitiu uma confirmação mútua da própria vocação. Ao visitar-vos com este mesmo espírito queremos, nós também, confirmar-vos na vossa vocação espiritana e na tradição viva do Instituto (RVE 193). Ao acolher-nos e ao mostrar-nos as maravilhas que o Senhor faz pela vossa circunscrição, vós também nos ajudais a melhor realizar o nosso serviço...”
OBRIGADA, Sr. Pe. Eduardo, pelo tempo que gastou com esta leiga. Continuação de BOA VISITA por terras de Cabo Verde!