Convite


" A Igreja convida-nos a aprender de Maria (...) a contemplar o projecto de amor do pai pela humanidade, para amá-la como Ele a ama."



Mensagem Bento XVI, Dia Mundial das Missões 2010
















domingo, 16 de janeiro de 2011

Partilhemos a vida e alegremo-nos… são os pequenos gestos que mudam o mundo!


         Atempadamente não me foi possível partilhar convosco os acontecimentos que vivemos por aqui mas faço-o agora, porque sei que alguns gostam de os ler e de alargar o horizonte do seu coração até esta paróquia/missão da Calheta de S. Miguel.

         DOMINGO DIA 9 de JANEIRO foi dia de peregrinação paroquial ao Monte Galião, que tem a Cruz Jubilar do ano 2000.
         A concentração estava marcada para as 9h, junto à Igreja paroquial, e nas actividades da Paróquia os relógios estão certos. O povo reuniu-se e começou a sua peregrinação, com muita ordem, cantando e rezando o Rosário.
         O Monte Galião vê-se bem daqui do terraço de casa. Fica a cerca de 3 km???! Fomos caminhando, primeiro junto a algumas casas e depois pelo campo, subindo por um carreiro estreito e em fila indiana. O calor fazia-se sentir mas lá fomos subindo durante cerca de 50 m e deixando para trás a povoação.
         Ao caminhar lembrei-me das imensas passagens bíblicas que referem a subida de Jesus e dos apóstolos ao cimo do monte, onde Ele os desafiava a abrirem o coração para acolherem a Sua Palavra. Foi exactamente assim connosco! Sentados no chão, à volta do altar e da Cruz Jubilar, sentindo o sangue circular nas veias e de olhos postos na paisagem magnífica que víamos dali, fomos convidados a alargar o coração à dimensão do amor infinito de Deus por cada um de nós. Então, o missionário, Pastor desta comunidade, convidou o povo de Deus a reflectir sobre a sua condição de peregrino. Não posso reproduzir exactamente as suas palavras mas posso partilhar aquilo que guardei no coração e como a homilia foi feita em crioulo, algumas coisas vou dizê-las com o vocabulário mais próximo do que escutei: A nossa subida ao cimo do monte é expressão da nossa caminhada para o Céu e para a vida eterna. Jesus muitas vezes subiu ao monte para estar na intimidade com o Pai. Às vezes, temos que subir ao monte para pensar na nossa vida, para rezar no silêncio, para contemplar o mundo lá de baixo e para olhar o Céu.
         Aludindo ao período que se vive disse que é no silêncio que Deus fala e que, às vezes, parece que temos medo do silêncio. (…) Que não é no reboliço e na confusão que a voz de Deus se faz ouvir. Que, no cimo do monte, somos convidados a descobrir o valor do silêncio e da paz, para aí falarmos com Deus como Pai, para nos encontrarmos com Ele.
         O nosso mundo está desgovernado e o primeiro governo de que precisamos é o da nossa cabeça. Se cada homem (e mulher) orientasse a sua cabeça não deixava que outros orientassem as suas vidas. Orientar a cabeça e governar a vida é o desafio maior para os filhos de Deus. Se eu não o fizer, ninguém o faz por mim! Quando “vendemos” a nossa vida, a nossa cabeça, a nossa consciência, não temos futuro. (…) O mundo está desgovernado porque não assumimos as nossas responsabilidades. (…) E fomos convidados a fazer o nosso compromisso de renovar a nossa vida e a vida do mundo, diante da Cruz de Cristo (expoente máximo do seu amor por nós), para podermos ser mais fiéis e renovar o Concelho e a Paróquia de S. Miguel. Fomos convidados a aproveitar o dia de hoje para fazermos efectivamente esse esforço de conversão… se o desejamos, façamo-lo hoje, agora, não adiemos… deixemos que o Senhor mude o nosso coração e a nossa vida, neste início de ano… É preciso renovar o nosso coração e a nossa vida, sermos mais fiéis, para renovarmos o nosso Concelho, a nossa terra, e aí vivermos o amor…
         A Eucaristia continuou, o calor fazia-se sentir… (estávamos no cimo de um monte sem uma única sombra) … mas eu acreditei que o que se sentia era acima de tudo o calor de corações que se confrontam com a verdade para que foram criados, o calor de criaturas que escutam o apelo do Criador, o calor dos filhos que escutam a voz do Pai e sentem o desejo de conversão…
         Duas horas depois, fortalecidos pela Palavra e pelo Pão da Vida, descemos à povoação com o coração renovado, desejo de conversão e vontade de almoçar…
Pelo caminho, dei graças a Deus por ter nascido e crescido num ambiente que me permitiu formar a minha própria consciência, de acordo com os critérios do Evangelho, e agir de acordo com ela… Que pena tenho daqueles a quem, por razões várias, este direito é quase negado!
         Vejam agora o nosso magnífico percurso:


sábado, 15 de janeiro de 2011

É PRECISO MUDAR!

           No dia 5 as aulas recomeçaram e iniciámos o 2º trimestre.
“Ano Novo vida nova” diz o ditado, e eu tinha algumas resoluções para pôr em prática.
Primeira: nas aulas de Português, os alunos devem falar Português… qual é a novidade? Perguntarão certamente… E eu respondo-vos que muito poucos foram os momentos, no primeiro trimestre, em que isso aconteceu…
Já consegui “baralhar” algumas pessoas… por isso, o melhor é explicar que quando cá cheguei, encontrei alunos que não falavam nem escreviam habitualmente e, de forma correcta, em Português, embora a Língua Oficial e de ensino seja a Língua Portuguesa.
No primeiro trimestre falei Português, responderam-me em crioulo, fui corrigindo, corrigindo, explicando, motivando e agora… É PRECISO MUDAR! Vão falar em Português na sala de aula!
Gostei dos esforços que fizeram durante esta semana que passou! Prometo que darei notícias sobre o que for acontecendo.
Segunda resolução: leitura.
Muitos dos meus alunos nunca leram um livro completo… Estava combinado que na primeira sexta-feira de aulas deste período cada um deles ia trazer para a sala de aula um livro de leitura recreativa, para eu ver se estava adequado, e levar para casa para ler durante o mês de Janeiro. Em quarenta e um alunos, de duas turmas, só três apareceram com o livro mas, como eu já começo a conhecê-los, levei um saco cheio de livros para a Escola e assim, cada um levou para casa um livro, escrito em português, para ler.
Vamos ver o que vai acontecer… mas o desafio que ficou foi o de fazerem a leitura e preencherem a respectiva ficha até ao final de Janeiro.
A quase totalidade dos alunos reconheceu que durante as férias de Natal não falou, não leu e não escreveu em Língua Portuguesa.
Durante esta semana vários alunos foram trazendo o livro para a Escola, oxalá estejam a apreciar a sua companhia e aproveitem os tempos livres para irem o irem lendo.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Bento XVI: Baptismo é dom e responsabilidade

BAPTISMO DE JESUS - “Este é o meu Filho muito amado” (Mt 3,17)

 
Palavras antes de rezar o Angelus

CIDADE DO VATICANO, domingo, 9 de Janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos as palavras dirigidas pelo Papa neste domingo antes de rezar o Angelus com os peregrinos na praça de São Pedro.
* * *
Caros irmãos e irmãs!
Hoje a Igreja celebra o Baptismo do Senhor, festa que encerra o tempo litúrgico do Natal. Este mistério da vida de Cristo mostra visivelmente que a sua vinda na carne é o ato sublime de amor das Três Pessoas divinas. Podemos dizer que a partir deste solene evento, a acção criadora, redentora e santificadora da Santíssima Trindade será cada vez mais manifesta na missão pública de Jesus, em seu ensinamento, nos milagres, na sua paixão, morte e ressurreição. Lemos, de fato, no Evangelho segundo São Mateus, que, “depois de ser baptizado, Jesus saiu logo da água, e o céu se abriu. E ele viu o Espírito de Deus descer, como uma pomba, e vir sobre ele. E do céu veio uma voz que dizia: ‘Este é o meu Filho amado; nele está meu pleno agrado’” (3, 16-17).
O Espírito Santo "habita" no Filho e nele testemunha a divindade, enquanto a voz do Pai, vinda dos céus, exprime a comunhão de amor. "A conclusão da cena do baptismo nos diz que Jesus recebeu esta ‘unção’ autêntica, que ele é o Ungido [Cristo] esperado" (Jesus de Nazaré, Milão, 2007, 47-48), confirmando a profecia de Isaías: "Eis o meu servo, dou-lhe o meu apoio. É o meu escolhido, alegria do meu coração” (Is 42, 1). É realmente o Messias, o Filho do Altíssimo, que, saindo das águas do Jordão, restabelece a regeneração no Espírito e abre, a todos que o querem, a possibilidade de se tornar filhos de Deus. Não por acaso, de fato, cada baptizado adquire o carácter de filho a partir do nome cristão, sinal inconfundível de que o Espírito Santo faz nascer "de novo" o homem, a partir do seio da Igreja. O beato Antonio Rosmini diz que "o baptizado sofre uma secreta, mas fortíssima operação, pela qual ele é levado à ordem sobrenatural, é colocado em comunicação com Deus" (Del principio supremo della metódica…, Torino 1857, n. 331). Tudo isso foi novamente vivido nesta manhã, durante a celebração eucarística na Capela Sistina, onde conferi o sacramento do Baptismo a 21 recém-nascidos.
Caros amigos, o Baptismo é o início da vida espiritual, que encontra sua plenitude por meio da Igreja. Na hora propícia do Sacramento, enquanto a comunidade eclesial reza e confia a Deus um novo filho, os pais e os padrinhos comprometem-se a acolher o recém-baptizado, sustentando-o na formação e na educação cristã. É esta uma grande responsabilidade, que deriva de um grande dom! Portanto, gostaria de encorajar todos os fiéis a redescobrir a beleza de ser baptizados e pertencer à grande família de Deus e a dar testemunho alegre da própria fé, a fim de que esta gere frutos de bem e de concórdia.
Peçamos a intercessão da Beata Virgem Maria, Auxílio dos cristãos, a quem confiamos os pais que estão se preparando para o baptismo de seus filhos, bem como catequistas. Toda a comunidade participa da alegria do renascimento pela água e pelo Espírito Santo!
[Traduzido por ZENIT

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Que fazemos nós do tempo?

Que uma conversa destas exige lentidão, previne-o o passo célebre das "Confissões" de Santo Agostinho: «Que é, pois, o tempo? Se ninguém me pergunta, eu o sei; se desejo explicar a quem o pergunta, não o sei». Sabemos que somos feitos de tempo, de idades, de cronometrias visíveis e invisíveis, de estações… Sabemos que o tempo é a argila da vida. Do incomensurável oceano ao sucinto regato, da minúscula pedra ao elevado rochedo, da planta solitária ao vastíssimo bosque, tudo tem no tempo uma chave indispensável. Também nós somos modelados e lavrados, instante a instante, pelos instrumentos do tempo. Por vezes de um modo tão delicado que nem sentimos como ele, irreversível, desliza dentro e fora de nós. Por vezes, atormentando-nos claramente a sua voracidade, sentindo-nos perdidos na sua obsidiante vertigem. Que é, pois, o tempo?
Nós dizemos, repetindo um provérbio que os latinos já usavam, que o tempo voa (tempus fugit). De facto, tudo o que é humano é feito de tempo, mas a experiência que mais vezes nos ocorre é a de não termos tempo. «Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante para ti», explicou a raposa ao Principezinho. Há uma qualidade de relação que só se obtém no tempo partilhado. Por alguma razão, esse raro Mestre de humanidade chamado Jesus, disse: «Se alguém te pede para o acompanhares durante uma milha, anda com ele duas». Só com tempo descobrimos tanto o sentido e a relevância da nossa marcha ao lado dos outros, como o da nossa própria caminhada interior. Sem tempo tornamo-nos desconhecidos. Sem tempo falamos, mas não escutamos.

Repetimos, mas não inventamos. Consumimos, mas não saboreamos. É verdade que mesmo num rápido relance se pode alcançar muita coisa, mas normalmente escapa-nos o detalhe. E Deus habita o detalhe.
Gosto muito do «Poema do Tempo» que vem no livro bíblico do Eclesiastes, pois nos expõe à consciência de que o tempo é uma arte que realmente possuímos e que somos chamados a desenvolver com sabedoria. Não é verdade que não temos tempo. A nossa vida está cheia de tempos. Precisamos identificá-los e tratar deles, como quem cuida de um tesouro. Não é a quantidade de tempo o mais determinante. Importante é perguntar-se o que fazemos do tempo e investir aí a matéria dos nossos sonhos.
«Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que  se deseja debaixo do céu:
tempo para nascer e tempo para morrer,
tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou,
tempo para matar e tempo para curar,
tempo para destruir e tempo para edificar,
tempo para chorar e tempo para rir,
tempo para se lamentar e tempo para dançar,
tempo para atirar pedras e tempo para as ajuntar,
tempo para abraçar e tempo para afastar o abraço,
tempo para procurar e tempo para perder,
tempo para guardar e tempo para atirar fora,
tempo para rasgar e tempo para coser,
tempo para calar e tempo para falar,
tempo para amar e tempo para recusar,
tempo para guerra e tempo para paz.»
Bom ano de 2011.

José Tolentino Mendonça
In Diário de Notícias da Madeira



domingo, 2 de janeiro de 2011

Alegrai-vos comigo, pelas maravilhas que vamos vivendo...

Ainda o ano de 2010…

O dia 30 de Dezembro trouxe a esta paróquia a celebração do 25º matrimónio do ano de 2010… Se disser que a paróquia tem 18.000 pessoas, qualquer pessoa consegue perceber que a realidade familiar daqui não assenta prioritariamente no matrimónio… e, quando é celebrado algum, como no caso e hoje, é de pessoas que já eram casadas pelo civil…e que antes de o serem já tinham “longas” histórias de vida. O “noivo”, com mais de setenta anos, teve seis filhos de uma ou mais mulheres (???), a “noiva” , com cinquenta, tem duas filhas, de dois pais diferentes e não há nenhum filho do casal. Para estas pessoas que resolvem regularizar a sua situação de vida e contrair matrimónio, este é um momento, feliz, pois a sua vida volta à comunhão com Deus e com a Igreja… Assim, reconciliaram-se com Deus, contraíram matrimónio e receberam a Eucaristia… a festa aconteceu nos seus corações e nos daqueles, que como eu, estiveram presentes
Foi este o cenário onde o acontecimento foi vivido…

 

No dia 31 de Dezembro, estava marcada uma Vigília de Oração, para terminar o ano de 2010

Às vinte e três horas, a Igreja, estava cheia de gente, com traje de festa, e a vigília começou… Que bonita forma de os cristãos terminarem um ano civil! Dando graças a Deus pelo ano que terminava, agradecendo as coisas que nos concedeu, reconhecendo que a vida e o tempo são dons de Deus, entregando ao Senhor os irmãos doentes e em maior sofrimento (e são tantos por aqui…) e pedindo a bênção de Deus para o Novo Ano e a paz!
Nem a luz eléctrica que insistiu em faltar mesmo durante a vigília, (como falta tantas vezes e, como faltou também na Eucaristia da noite de Natal), foi impedimento para que fosse projectada uma desafiante mensagem, em PowerPoint, que a todos interpelou…
Mais uma vez, dei graças pelo zelo e pelo empenho, de quem vela para que nada aconteça por acaso e cada momento celebrativo na vida da Paróquia seja preparado para ir ao encontro dos corações daqueles que nele participam.
E quando soou a meia-noite, o Ano de 2011 foi anunciado pelo sino da Igreja que espalhou a “boa nova” e acolhido em silêncio no coração de todos e cada um daqueles que o receberam como dom e desejaram vivê-lo de forma ainda mais cristã e mais humana.
 
No exterior, a festa foi mais ruidosa e, para muitos, durou a noite toda… pois de manhã fui acordada por vozes ensonadas e barulhentas, de pessoas que passavam na rua mostrando que ainda não se tinham deitado! 

Dia de Ano Novo e Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus – Festa em Achada Bolanha.
 
Hoje, a Igreja celebra a Epifania – Festa dos Reis Magos – e foram convocadas todas as crianças da catequese da Paróquia para a celebração da Eucaristia que teve a encenação da Adoração ao Menino Jesus.
A Sagrada Família, que estava na lapinha de Belém, já era nossa conhecida, era a mesma da noite de Natal e um dos mais recentes matrimónios celebrados por aqui… Os burros e restantes animais lá estavam, assim como o rei Herodes, os Reis Magos, e todos aqueles que era conveniente estarem… as crianças eram MUITAS… (mas já me disseram que o ano passado eram mais…) e estiveram muito bem, a participar com energia e entusiasmo, durante mais de duas horas… não pensem que estavam confortavelmente instaladas, vejam nas fotos que tirei… que a maioria delas estava sentada no chão duro… e nem isso foi impedimento à sua participação tão viva… levaram ainda os seus “presentes” para oferecerem ao Menino Jesus, sabendo que depois seriam oferecidos àqueles que têm mais necessidades…





   Alegremo-nos uns com os outros pelas MARAVILHAS que vamos vivendo, dando contínuas graças a Deus, por todos aqueles que SÃO ESTRELAS e em Seu nome gastam a vida para que outros O conheçam e O amem... "Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa nova, que proclama a salvação"... (Is 52,7)

Vimos a sua estrela no Oriente
e viemos adorar o Senhor.

Oxalá cada um de nós seja ESTRELA
                                    que conduz os outros ao PRESÉPIO de BELÉM...

Alegremo-nos por todas as ESTRELAS que encontramos no nosso caminho!...

sábado, 1 de janeiro de 2011

1 de Janeiro - Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz

O que a liturgia de hoje nos oferece:

Leitura do Livro dos Números (6, 22-27) O Senhor disse a Moisés: «Fala a Aarão e aos seus filhos e diz-lhes: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo: ‘O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz’. Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei».

Salmo 66 (67): Deus tenha compaixão de nós, Ele nos dê a sua bênção; Deus tenha compaixão de nós.

Leitura da Epístola de São Paulo aos Gálatas (4, 4-7)
Irmãos: Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos. E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «Abbá! Pai!». Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus
.
Leitura do Evangelho segundo São Lucas (2, 16-21)
Naquele tempo, os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. Maria conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração. Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.



MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
BENTO XVIPARA A CELEBRAÇÃO DO
XLIV DIA MUNDIAL DA PAZ
1 DE JANEIRO DE 2011

LIBERDADE RELIGIOSA, CAMINHO PARA A PAZ

1. NO INÍCIO DE UM ANO NOVO, desejo fazer chegar a todos e cada um os meus votos: votos de serenidade e prosperidade, mas sobretudo votos de paz. Infelizmente também o ano que encerra as portas esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis actos de violência e de intolerância religiosa.
(…) Agradeço vivamente aos governos que se esforçam por aliviar os sofrimentos destes irmãos em humanidade e convido os católicos a orarem pelos seus irmãos na fé que padecem violências e intolerâncias e a serem solidários com eles. Neste contexto, achei particularmente oportuno partilhar com todos vós algumas reflexões sobre a liberdade religiosa, caminho para a paz. De facto, é doloroso constatar que, em algumas regiões do mundo, não é possível professar e exprimir livremente a própria religião sem pôr em risco a vida e a liberdade pessoal. Noutras regiões, há formas mais silenciosas e sofisticadas de preconceito e oposição contra os crentes e os símbolos religiosos. Os cristãos são, actualmente, o grupo religioso que padece o maior número de perseguições devido à própria fé. Muitos suportam diariamente ofensas e vivem frequentemente em sobressalto por causa da sua procura da verdade, da sua fé em Jesus Cristo e do seu apelo sincero para que seja reconhecida a liberdade religiosa. Não se pode aceitar nada disto, porque constitui uma ofensa a Deus e à dignidade humana; além disso, é uma ameaça à segurança e à paz e impede a realização de um desenvolvimento humano autêntico e integral.[1]
A família, escola de liberdade e de paz
4. Se a liberdade religiosa é caminho para a paz, a educação religiosa é estrada privilegiada para habilitar as novas gerações a reconhecerem no outro o seu próprio irmão e a sua própria irmã, com quem caminhar juntos e colaborar para que todos se sintam membros vivos de uma mesma família humana, da qual ninguém deve ser excluído.
A família fundada sobre o matrimónio, expressão de união íntima e de complementaridade entre um homem e uma mulher, insere-se neste contexto como a primeira escola de formação e de crescimento social, cultural, moral e espiritual dos filhos, que deveriam encontrar sempre no pai e na mãe as primeiras testemunhas de uma vida orientada para a busca da verdade e para o amor de Deus. Os próprios pais deveriam ser sempre livres para transmitir, sem constrições e responsavelmente, o próprio património de fé, de valores e de cultura aos filhos. A família, primeira célula da sociedade humana, permanece o âmbito primário de formação para relações harmoniosas a todos os níveis de convivência humana, nacional e internacional. Esta é a estrada que se há-de sapientemente percorrer para a construção de um tecido social robusto e solidário, para preparar os jovens à assunção das próprias responsabilidades na vida, numa sociedade livre, num espírito de compreensão e de paz.
   
    Esta mensagem tem muitos aspectos importantes... deixo aqui dois aspectos que considerei muito oportunos.

Queria ter partilhado em final de ano e não foi possível... aqui fica agora...

A minha oração no final do Ano…

Senhor Deus, dono do tempo e da eternidade,
Teu é o hoje e o amanhã,
o passado e o futuro.
Ao acabar mais um ano,
quero dizer-te obrigada
por tudo aquilo que recebi
de Ti ao longo deste ano tão especial.
Obrigada pela vida e pelo amor,
pelas flores, pelo ar e pelo sol,
pela alegria e pela dor,
pelo  que foi possível
e pelo que não foi.
Ofereço-te tudo o que fiz neste ano,
o trabalho que pude realizar,
as coisas que passaram pelas minhas mãos
e o que com elas pude construir.
Apresento-te as pessoas que ao
longo destes meses amei,
as amizades novas e os antigos amores.
Os que estão perto de mim e aqueles que pude ajudar,
aqueles com quem compartilhei a vida, o trabalho,
a dor e a alegria.
Mas também, Senhor,
hoje quero  pedir-te perdão.
Perdão pelo tempo perdido,
pelo dinheiro mal gasto,
pela palavra inútil
e o amor desperdiçado.
Perdão pelas obras vazias e pelo
trabalho mal feito,
perdão por viver sem entusiasmo.
Também pela oração que aos poucos fui adiando
e que agora venho apresentar -Te,
por todos meus esquecimentos,
descuidos e silêncios,
Novamente te peço perdão.
Nos próximos dias começaremos
um novo ano.
Abre sim, o meu ser a
 tudo o que é bom.
Que o meu espírito seja repleto
somente de bênçãos
para que as derrame por onde passar
Senhor, aos meus amigos que lêem esta mensagem,
enche-os de Sabedoria, de Paz e Amor.
E que nossa amizade dure para sempre nos
nossos corações.
Enche-me, também, de bondade e alegria
para que todas as pessoas que eu encontrar no meu caminho
possam descobrir em mim um pouquinho de Ti.
Dá-nos um ano feliz, e ensina-nos a repartir felicidade.
Ámen
 Formação de Voluntários Missionários - FEC
 Partida para Cabo Verde 10-10-2010
 Calheta de S. Miguel (Igreja, Escola Pe. Moniz e casa)








 Jovem mãe com 15 anos



 Visita de estudo e actividades de Natal com os alunos



FELIZ 2011 !