Convite


" A Igreja convida-nos a aprender de Maria (...) a contemplar o projecto de amor do pai pela humanidade, para amá-la como Ele a ama."



Mensagem Bento XVI, Dia Mundial das Missões 2010
















segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

IV Domingo do Advento - uma multidão em festa!

A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado Emanuel, Deus connosco.

Ontem fui verdadeiramente surpreendida pela multidão de pessoas que ocupava a Igreja de S. Miguel quando chegámos para a Eucaristia. Não havia um espacinho livre... e olhem que aqui apertam-se sempre mais um bocadinho e no lugar de uma ficam pelo menos duas pessoas…
         O que é que se passava de diferente em relação aos Domingos anteriores, onde se dizia, é certo, que havia pouca gente?
         Descobri! Na 6ª feira houve aqui confissões… as pessoas reconciliaram-se com Deus e ontem, finalmente, celebraram a sua fé!
           Ontem, verdadeiramente, a Igreja de S. Miguel era uma CATEDRAL!

         O Pastor aproveitou os sinais de mudança desta comunidade para apelar à conversão, ao crescimento e pedir fidelidade… É Pai atento ao crescimento dos filhos!
Falou para todos mas interpelou os mais novos, que eram uma multidão, depois dirigiu a palavra aos jovens e ainda interpelou os adultos… os olhares de todos, até dos mais pequenos, fixavam-se atentamente nas suas palavras…
         Ontem, este jovem Pároco, tinha o coração em FESTA! No meio da Assembleia estava um casal, desta comunidade, que já vive junto há muitos anos, já tem três filhos e que, no sábado, celebrou o seu matrimónio e agora celebra o Natal na vida da sua família!
         Este casal foi chamado também pelo nome, no final da celebração da Eucaristia, recebeu uma palavra de incentivo e serviu de desafio para que outros aceitem também acolher nas suas vidas o Emanuel, Deus connosco, e o Natal possa acontecer!
         À comunhão foi preciso “fazer o milagre da multiplicação do Pão” mas, não fomos tão generosos como Jesus e alguns já não o puderam receber a não ser espiritualmente.
         No final da Eucaristia, a festa continuou e o grupo de jovens apresentou alguns cânticos e algumas actividades…
         Não há nenhuma casa próxima da Igreja de S. Miguel, as pessoas vêm não sei de onde… mas ontem estava ali uma multidão em Festa porque o nosso Deus é Deus connosco e quando Lhe damos  lugar no nosso coração, Ele vem ao nosso encontro e o Natal acontece!


domingo, 19 de dezembro de 2010

Em tempo de CONFISSÕES...

Há duas semanas que a principal actividade dos nossos missionários é ir aos diversos lugares da Paróquia e atender, em confissão, as pessoas que assim o desejam e são muitas…
Três padres, de manhã e de tarde, a confessar….
Sexta-feira à tarde fui também para S. Miguel, onde havia confissões, “arejar” as ideias e aproveitar o tempo, à sombra de uma bela árvore. Tinha pedido uma partilha e recebido as CONFISSÕES DE UM MISSIONÁRIO:

1º - De que forma um Sacerdote sente que pode ajudar as pessoas que se abeiram dele para a confissão?
Sem dúvida que hoje o sacramento da confissão é um dos sacramentos onde poderemos, num diálogo aberto, franco e sigiloso, ajudar as pessoas a caminhar. Hoje chegam-nos à confissão pessoas completamente baralhadas, confusas e perdidas neste mundo dito moderno. E é nesta fragilidade humana que poderemos fortalecer o corpo e o espírito do ser humano. Acredito firmemente que, para um sacerdote que se disponha a ouvir, a escutar e a perceber o drama do outro, facilmente percebe que tem diante dele um ser humano a precisar de apoio para a caminhada.
E hoje, mais que nunca, todos nós sentimos esta necessidade de apoio para a caminhada.
Pela confissão percebemos muito bem como vai o nosso mundo e quanto ele carece da força de Deus.

2º - Como é que se pode dizer aos que não se confessam que a confissão é importante?
Com uma simples lembrança: lembra-te ó homem/mulher de que não és uma ilha muito menos um super-homem/mulher. E isto porquê? O sacramento da confissão não é só para vir despejar o saco dos pecados, mas vir encher a alma de tudo aquilo que nos escapa neste mundo de correria. Saber, parar, saber analisar-me, saber ouvir e sobretudo saber carregar o corpo e o espírito de Deus, é fundamental. O sacramento da confissão é a terapia de Deus para a caminhada de homens de fé.
Podermos, por vezes, duvidar, do homem/sacerdote pecador que está diante de nós como mediador de Deus, mas nunca duvidar que Deus se faz presente em mim e na Sua misericórdia através dos outros. E um desses outros, é o sacerdote.

3º - O que mais lhe custa nos longos tempos de confissão?
Duas coisas: ver tanta gente à minha frente, e por isso, não poder dedicar o tempo necessário a cada um; e o cansaço de passar horas e horas sentado a escutar. Um forte treino à paciência do escutar e dedicar ao primeiro como ao último, a mesma atenção.
Por outro lado é um tempo de um certo sofrimento por amor. Pois quem ama, sofre. Ou seja, quando ouvimos tantos dramas, o meu coração de sacerdote não consegue ficar indiferente. Perante isto, tomo as palavras do Evangelho: alegrar-se com os que se alegram, chorar com os que choram.

4º - Quantas pessoas, mais ou menos se confessam aqui?
Numa paróquia que tem cerca de 18 mil habitantes confessam-se cerca de 4 mil pessoas. É muito é pouco???? Isto não é de estatísticas. São apenas e só aqueles que reconhecem com humildade de que somos pecadores e de que é preciso emendar as nossas faltas.

Não para imitar, mas porque me pareceu interessante, resolvi escrever as: 

Confissões de uma professora, em final de trimestre…
Chegámos ao final do primeiro trimestre!
Não foi tão difícil como em alguns anos anteriores porque só dei nove semanas de aulas, porque só tenho quatro turmas, porque tenho um horário excelente, porque moro a cem metros da Escola, porque não tive as muitas reuniões que teria tido aí, porque tive ajuda para vencer as dificuldades…
Mas, nem tudo foi fácil… ou, se calhar, nada foi fácil!
Os alunos da “minha” Escola já estiveram afastados do sistema de ensino regular por alguma razão que pode ser: mau aproveitamento, mau comportamento, período prolongado de doença, gravidez ou abandono dos estudos. Depois dessa paragem, mais ou menos longa, voltaram à Escola… a esta Escola privada, que pertence à Paróquia, e os recebe. Voltaram à Escola, mas trazem marcas desses tempos que passaram fora da Escola…
Dou aulas de Português a uma turma do sétimo ano, a turma começou com poucos alunos, foram chegando aos poucos, chegaram ao número dezanove, já diminuíram e agora são dezasseis. As idades variam entre os quinze e os quarenta e três anos, vêm de lugares diferentes, alguns vêm de longe e têm obviamente histórias diferentes…
Tenho uma turma de oitavo ano a quem dou Português e Francês, o número de alunos tem aumentado e agora são vinte sete, entre os dezasseis e os vinte seis anos.
Tenho ainda uma turma de Francês, do 10º ano, com trinta e oito alunos, cujas idades oscilam entre os dezoito e os trinta anos, mais ou menos.
Creio que posso dizer que a principal dificuldade com que me deparo é o facto de os alunos falarem crioulo entre si e sempre, até nas aulas de Português, porque não estão habituados a falar, a ler, a escrever e a pensar, usando a língua Portuguesa… só com uma grande insistência é que se consegue que comuniquem em Português. Poucos dias depois de cá estar, assinei um comunicado, na Escola, que lembrava aos professores que a língua oficial e de ensino é o Português e que, como tal, as aulas devem ser ministradas nessa Língua…
Outra dificuldade importante é a falta de assiduidade e de pontualidade de alguns alunos, nomeadamente ao primeiro tempo. Alguns chegam muito atrasados porque moram realmente longe e vêm por maus caminhos, outros moram perto e…
Algumas das minhas alunas, com dezassete anos, já são mães, e há dias, fiquei a saber que uma, das mais pequenitas e com ar de criança, com dezasseis anos, está grávida de três meses…
No meio disto tudo, nem sempre a comunicação é fácil…ouço crioulo, respondo em Português, e faço um esforço ENORME para me fazer compreender e lhes ensinar alguma coisa da e na Língua de Camões…
Face a esta situação é fácil perceber que, como professora de Língua Portuguesa, não consegui fazer grandes milagres e rapidamente recebi o “cognome” de “muito exigente”… o que nem sempre aparece como uma qualidade! Mas, fui tentando e … alguma coisa terá mudado certamente por aqui, pelo facto de eu ter aparecido por cá … (???)
Só para ficarem informados… fui a professora que deu mais aulas nesta escola, durante o mês de Novembro, a que nunca faltou,  (ainda continuo assídua e pontual) e a que “ganhei mais ordenado”… ganhei… mas não o recebi… vim como voluntária e não recebo vencimento! A minha vinda é um contributo para esta escola que tem passado dificuldades económicas e assim recebe “um pouco de oxigénio” para equilibrar as coisas.
Ontem, dia dezoito, tivemos uma Visita de Estudo à Aldeia SOS de Ribeirão – Chiqueiro, em S. Domingos.
Foi um dia muito interessante que pôs à prova toda a minha organização e estrutura europeia(s)! Com as duas turmas (7º e 8º anos) preparei algumas actividades de Natal, para serem apresentadas lá. Entre os alunos que se “voluntariaram” (?) para preparar as actividades e as ensaiaram, os que na véspera estavam inscritos para a Visita de Estudo e os que foram realmente, houve algumas oscilações mas… felizmente, não inviabilizaram as actividades que lá decorreram benzinho, mais ou menos em “crioulês”…mas deixaram felizes aqueles que lá estavam…




sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Em acção de graças, com Maria!

18-12-2010
Evangelho Mt 1, 18-24
«Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do profeta: “A Virgem conceberá e dará à luz um filho que será chamado Emanuel, que quer dizer ‘Deus connosco’.”»

1 Mais velhos
Temos noção do que é isto? Deus connosco? Se pensarmos na distância que foi percorrida desde o Antigo Testamento até agora...
O Deus dos exércitos, a voz do trovão, o Deus do dilúvio, das sete pragas, o destruidor de Sodoma e Gomorra, o Criador do céu e da terra...
Todo Ele imenso, poderoso, terrível, omnisciente, omnipresente, todo Ele inteiro num bebé pequenino, frágil, humano. O Deus feito homem! Não mais o misterioso e inacessível cujo nome não se pode pronunciar, mas o Deus próximo e humano, tão humano como qualquer um de nós, tão próximo como uma pessoa de família, um vizinho, um amigo. Absolutamente irmão de todos – pobres e ricos, bons e maus, doentes e saudáveis, cientistas e iletrados,
conhecidos e desconhecidos!
Inteiramente capaz de amar, inteiramente capaz de sofrer. Deus deu-nos o Seu Filho. Fez-se homem. E isso foi um acto de amor ainda mais extraordinário e generoso do que a própria Criação.
Hoje, a nossa oração vai ser toda de acção de graças. Sem esquecer Maria, através da qual tudo se cumpriu.

2 Mais novos
Maria, tu foste muito corajosa em ser mãe de Jesus que era uma criança tão especial, com umas ideias tão diferentes dos que viviam naquela altura. Maria, tu tiveste muita paciência para o Menino Jesus e para todas as aventuras que lhe aconteceram e que tu como mãe tinhas de lidar. Maria, ajuda os nossos pais e educadores para que possamos
ser crianças parecidas com Jesus, para que possamos ir tendo os seus gestos e a sua forma de ser tão bondosa.

Hoje vamos pedir coragem...

17-12-2010
Leitura: Gen 49, 2.8-10
«Até que venha Aquele a quem pertence e a quem os povos hão-de obedecer.»

1 Mais velhos
O Natal não é só uma memória da primeira vinda de Jesus à Terra, em Belém.
É também a celebração da vinda quotidiana de Jesus até nós, através da Eucaristia e dos Sacramentos que nos deixou e através dos outros.
Mas é também a espera da última vinda, a que proclamamos no Credo: «De novo há-de vir em Sua glória, para julgar os vivos e os mortos e o Seu Reino não terá fim.» É para esta vinda que todos nos preparamos, para a «nova Jerusalém», para o tempo em que tudo se une e volta a Deus.
Mas há ainda tantos povos, tanta gente que não conhece Jesus! Ou que só conhece «de vista», não de coração... O que é que nós, individualmente e como família, temos feito para evangelizar?
Somos cristãos só em alguns sítios e com algumas pessoas? Somos cristãos envergonhados noutros sítios, deixamos passar oportunidades sem falar, sem mostrar o que nos move?
Hoje vamos rezar e pedir coragem e sabedoria para transmitirmos aos outros o nosso amor por Ti.
2 Mais novos
Senhor, por vezes não nos apetece fazer o que nos pedem, às vezes somos desobedientes e causamos sarilhos em casa e na escola. Jesus, Tu fazias sempre a vontade de Deus mesmo quando te custava. Queremos pedir-te para sermos capazes de ouvir sempre no nosso coração a tua vontade e para sermos capazes de perceber em cada dia como podemos ser felizes e fazer os outros felizes mas seguindo sempre o Teu exemplo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Deus é todo misericórdia...

Evangelho Lc 7, 24-30
«Ainda que sejam abaladas as montanhas e vacilem as colinas, a minha misericórdia não te abandonará.»

1 Mais velhos
Deus é todo misericórdia. É todo amor. E tem uma vontade infinita de nos abraçar, de perdoar, de nos aproximar dEle. Se assim não fosse, nunca teria dado este salto extraordinário da sua grandeza infinita para as palhas de uma manjedoura. Só nos conseguimos abrir verdadeiramente a esta misericórdia, só temos verdadeira sede deste perdão, quando percebemos mesmo, na pele, que somos pecadores. E isto não tem a ver com o «remexer» no remorso e na culpa. Muito menos com o medo do castigo. Tem a
ver com uma certeza de que é possível recomeçar de novo, mesmo com pecado, mesmo com culpa, mesmo com uma matéria-prima tão fraca como a nossa. Basta abrirmo-nos ao Seu perdão, abandonarmo-nos ao seu abraço de misericórdia.
Se ainda não o fizemos, que tal organizar o nosso tempo para nos aproximarmos do Sacramento da Reconciliação durante este tempo de Advento que nos resta?

2 Mais novos
Senhor, Tu estás sempre comigo, de dia, de noite, em casa, na escola, nas aulas, nas férias, em qualquer momento e em qualquer lado.
Jesus, Tu nasceste para nos ajudar a perceber melhor como Deus é nosso Amigo, para nos mostrar que Deus nunca nos abandona e que nos faz felizes estar sempre com Ele. Por isso, Jesus, é que Tu foste tão feliz. Ajuda-nos a ser capazes de olhar para a nossa vida de crianças e a saber encontrar-te no dia-a-dia para sermos felizes e espalharmos essa felicidade à nossa volta.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ide contar o que vistes e ouvistes...

Evangelho Lc 7, 19-23
Então (Jesus) respondeu-lhes: «Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres é anunciado o Evangelho.»

1 Mais velhos
Se esta frase terminasse com «... e os pobres ficam ricos», podíamos quase achar que estávamos a ler um daqueles papelinhos que nos dão na rua, anúncios de doutores e mestres de nomes exóticos que resolvem os nossos problemas de uma penada.
Jesus não é uma mezinha, nem concede desejos com o esfregar de uma lâmpada. Se estivermos abertos à cura, ao perdão e à salvação, o que Jesus nos dá transcende até mesmo o que pedimos.
Vai ao fundo de nós, transforma-nos, acorda-nos, enche-nos, cura-nos.
E nós? Confiamos? Abandonamo-nos nas Suas mãos? Percebemos o quanto precisamos d´Ele para ver, andar, limpar as feridas, ouvir, ressuscitar... e entender o Evangelho?
2 Mais novos
Senhor, Tu podes ajudar-nos a ser diferentes, a ver melhor o que os outros precisam, a limpar os nossos defeitos, a andar mais para a frente, a ouvir melhor o que nos querem dizer ou pedir.
Jesus, Tu fazias muitos milagres para com isso nos dizeres que Deus é muito poderoso porque actua no coração das pessoas e é por isso que elas ficam melhores. A boa notícia, Jesus, é que hoje isso também é possível se nós rezarmos e estivermos sempre atentos ao que dizes que é melhor para a nossa vida. Para isso temos de fazer silêncio para ouvir o que nos segredas ao coração; ajuda-nos a ser capazes de fazer silêncio para ouvir a tua palavra, para ouvir o Evangelho.
Ide contar o que vistes e ouvistes... oxalá os nossos gestos, os nossos actos, traduzam para a vida aquilo em que acreditamos

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

S. João da Cruz - um homem corajoso


Nasceu em Fontiveros, província de Ávila (Espanha) pelo ano de 1542. Depois de ter passado algum tempo na Ordem dos Carmelitas, foi o primeiro entre os seus irmãos de Religião que, a partir de 1568, persuadido por Santa Teresa de Jesus, se declarou a favor da reforma da sua Ordem, tendo suportado, por isso, inumeráveis sofrimentos e trabalhos. Morreu em Úbeda no ano 1591, com grande fama de santidade e sabedoria, de que dão testemunho os seus escritos espirituais.
 

Hino

Bem eu sei a fonte que mana e corre,
Embora seja noite.

Aquela eterna fonte não a vê ninguém
E bem sei onde é e donde vem,
Embora seja noite.

Não sei a fonte dela, que não há,
Mas sei que toda a fonte vem de lá,
Embora seja noite.

Não pode haver, eu sei, coisa tão bela
E céus e terra beleza bebem dela,
Embora seja noite.

Porque não pode ali o fundo achar,
Eu sei que ninguém a pode atravessar,
Embora seja noite.

A claridade sua não escurece
E sei que toda a luz dela amanhece,
Embora seja noite.

Tão caudalosas são suas correntes
Que regam céus, infernos e as gentes,
Embora seja noite.

E desta fonte nasce uma corrente
E bem sei eu que é forte e omnipotente,
Embora seja noite.

E das duas a corrente que procede
Sei que nenhuma delas a precede,
Embora seja noite.

E esta eterna fonte está escondida
Em este vivo pão a dar-nos vida,
Embora seja noite.

Aqui está a chamar as criaturas
Que bebem desta água, e às escuras,
Porque é de noite.

Esta viva fonte que desejo,
Em este pão de vida, aí a vejo,
Embora de noite.